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Governo de Minas volta a permitir pesca no Rio Doce

Atividade pesqueira foi proibida após bacia ser atinginda com rejeitos da barragem de Fundão

Minas Gerais|Pablo Nascimento*, do R7 em Minas Gerais


Rio foi atingido por rejeitos da barragem de Fundão, em 2015
Rio foi atingido por rejeitos da barragem de Fundão, em 2015

O Governo de Minas Gerais voltou a autorizar a pesca de peixes de espécies não nativas na Bacia Hidrográfica do Rio Doce. A decisão foi publicada pelo IEF (Instituto Estadual e Florestas), na última sexta-feira (12). Além das espécies que são originárias de outras bacias brasileiras, também foi permitida a pesca de espécies exóticas, cuja ocorrência natural sejam de outros países e das espécies híbridas, que são resultantes do cruzamento entre diferentes espécies. De acordo com o órgão, a captura de animais naturais da Bacia ainda está proibida.

Em novembro de 2016, a pesca no rio foi totalmente proibida com o intuito de preservar a biodiversidade da fauna aquática na bacia que foi atingida por rejeitos da barragem de Fundão, em Mariana, que se rompeu em 2015. Segundo a Diretoria de Proteção à Fauna do IEF, a medida que estudos técnicos e científicos forem comprovando a recuperação populacional das espécies afetadas, a proibição vai sendo revista.

Regras

A pesca voltou a ser autorizadas, mas as normas são diferentes para os pescadores amadores e profissionais. Aos primeiros é permitido capturar e transportar 10 quilos "mais um exemplar de qualquer tamanho acima do mínimo estabelecido pela legislação vigente". Nestes casos, podem ser utilizados embarcações, apetrechos como armas de pressão, arbalete, fisga, anzol simples ou múltiplo, linha de mão, vara ou caniço, máquinas de pesca e iscas artificiais ou naturais.

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Já para os pescadores profissionais não há limites de captura e transporte de peixeis. Além das embarcações e apetrechos usados pelos amadores, a eles também é permitido o uso de tarrafas, espinhel, caçador, pinda ou anzol de galha, joão bobo, galão ou cavalinha.

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Para pesca científica é necessário autorização do órgão ambiental competente.

* Com supervisão de Flávia Martins y Miguel

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