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Idosa tem melhora e deixa CTI após visitas de cachorro em hospital de BH 

Idosa ficou mais de 30 dias no centro intensivo; tratamento só teve evolução após a visita do cachorrinho de estimação 

Minas Gerais|Gabriel Rodrigues, Gabrielle Assis e Bruno Menezes, da Record TV Minas


Idosa teve melhora significativa no tratamento após visita
Idosa teve melhora significativa no tratamento após visita

Uma idosa, de 88 anos, deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) depois de receber a visita do cachorrinho de estimação em um hospital da região Centro-Sul de Belo Horizonte. 

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Maria Isabel Salomé estava internada com problemas respiratórios graves. A idosa ficou mais de 30 dias no centro intensivo com a equipe médica fazendo de tudo para estimular a melhora da paciente, mas sem sucesso. 

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“Ela fechava o olho para não conversar. A gente sabe que é comum isso em paciente idoso, mas mesmo com ajuste de medicação, ela continuava com esse comportamento e não fazia o desmame, aumentando o tempo de permanência no CTI”, explicou a médica intensivista Bruna Bicalho.

A equipe médica teve, então, a ideia de trazer o cachorrinho de estimação da senhora para uma visita. “A gente estava comentando sobre o cachorro e ela abriu os olhos e começou prestar atenção. Perguntamos se ela queria a visita, ela abriu sorriso e disse que sim". Foi assim que o cãozinho Didico passou a fazer visitas periódicas para a idosa. 

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"Desse dia em diante, avançou rapidamente no desmame da ventilação conseguimos até pular algumas etapas, estava muito mais cooperativa, atuante na fisioterapia e foi questão de 6 dias pra concluir o processo”, contou a médica. Com isso, a Dona Maria Isabel pôde ser transferida do CTI para um quarto. 

O neto da dona Maria Isabel falou sobre o processo de transformação na recuperação da avó. "Chegava com ela com semblante bem apagado, triste por estar muito tempo internada. Estava incomunicável. Olhava com ar de que não queria papo", relatou Roberto Ferreira. 

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A avó só se interessava em saber do cachorrinho de estimação. "Falava do Didico,mudava pra saber como ele tava. Contava casos dele e ela mostrava interesse. Da nossa vida, ela não queria saber nada”.

A médica acredita que o caso é um exemplo de tratamento mais humano dos pacientes. “Serviu para mostrar que podemos ter olhar também centrado na pessoa e no que faz bem pra ela. Para essa paciente, foi um ganho fantástico na evolução. Seja amor pelo pet ou outras coisas, tem que lançar mão sim porque pode ser um dia a menos na CTI e mais próximo de voltar pro lar”, concluiu Bicalho.

Segundo a Comissão de Infecção Hospitalar da unidade, existe um protocolo para a visita de animais com regras bem rígidas. Para chegar até o paciente, o pet precisa estar na caixinha de transporte e é exigido também um laudo feito por um médico veterinário atestando a saúde do bichinho, além da apresentação do cartão de vacina em dia e de um banho.

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