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Justiça começar ouvir testemunhas de ação sobre tragédia de Mariana

As empresas Samarco, Vale, BHP Billinton e VogBR e outras 22 pessoas são rés no processo; rompimento da barragem de Fundão deixou 19 mortos

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7


Tragédia deixou 19 mortos e centenas de desabrigados
Tragédia deixou 19 mortos e centenas de desabrigados

A Justiça Federal em Ponte Nova, na Zona da Mata Mineira, começou a ouvir, nesta quarta-feira (12), as testemunhas de acusação do processo criminal que investiga o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região central de Minas Gerais. A maior tragédia ambiental do Brasil aconteceu em 2015 e deixou 19 mortos.

Ao todo, 22 testemunhas de acusação foram convocadas pelo MPF (Ministério Público Federal) e devem ser ouvidas nos próximos dias. Segundo o órgão, na primeira audiência os juízes devem ouvir quatro pessoas. São elas: 

• Um representante da empresa de engenharia, que prestava serviços para a Samarco, que teria conhecimento de trincas na estrutura;

• Um encarregado terceirizado da mineradora que estava no local no momento do rompimento;

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• Um representante do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) que fez vistoria no local após o estouro;

• Um membro do órgão externo de consultoria da Samarco que cuidava da segurança da barragem.

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O processo ficou suspenso por três meses, em 2017, após o diretor da Samarco, Ricardo Vescovi, alegar o uso ilícito de grampos telefônicos nos autos. No entanto, o caso foi retomado em novembro do mesmo ano, por decisão do juiz federal Jacques de Queiroz Ferreira.

Ao todo, 22 pessoas e as empresas Samarco, Vale, BHP Billiton e VogBR se tornaram rés na ação. Com exceção de um engenheiro da VogBR, todos os denunciados foram acusados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de que o crime aconteça. Os envolvidos também respondem por apresentação de falso laudo ambiental, inundação, desabamento, lesão corporal e crimes ambientais diversos.

Tragédia

Além dos mortos, o rompimento da barragem de Fundão deixou mais de 300 famílias desabrigadas nos distritos de Gesteira, Paracatu de Baixo e Bento Rodrigues. A lama de rejeitos atingiu o Rio Doce, que deságua no Oceano Atlântico, no Espírito Santo.

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