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Prefeitura concede alvará para construção do novo Bento Rodrigues

Distrito foi destruído pela lama de rejeitos da barragem da Samarco; com a autorização, as obras de infraestrutura já podem ser iniciadas

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7


Canteiro de obras já começou a ser montado
Canteiro de obras já começou a ser montado

A Prefeitura de Mariana, na região central de Minas, liberou na tarde dessa quarta-feira (1°) o alvará para início das obras de reconstrução do distrito de Bento Rodrigues, destruído pela lama de rejeitos da barragem da Samarco, em 2015. Com o documento, a implantação de infraestrutura já pode ser iniciada. No entanto, a Fundação Renova, responsável por administrar as ações de reparação, ainda não divulgou a data para o início dos trabalhos.

A autorização foi liberada graças ao selo de anuência concedido pela Secir (Secretaria de Estado de Cidades e de Integração Regional), também emitido nessa quarta-feira. O cronograma da fundação prevê três etapas até o reassentamento total dos desabrigados.

A primeira, que já deve começar nos próximos meses, é o de terraplanagem e remoção da vegetação no terreno escolhido para abrigar a comunidade. O novo distrito de Bento Rodrigues será construído na área conhecida como Lavoura, que tem 100 hectares.

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Após feito o preparo do terreno, as equipes já iniciarão as obras de infraestrutura, como pavimentação, drenagem, rede de esgoto, distribuição de água e de energia. Até esta fase, todo licenciamento necessário já foi liberado.

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Para a última etapa está prevista a construção das casas dos moradores. O projeto de cada uma delas vai levar em consideração as características e aspectos patrimoniais, urbanísticos e culturais da antiga Bento Rodrigues. No entanto, as plantas dos imóveis precisarão de passar por liberação da prefeitura.

A previsão é de que as obras durem cerca de 24 meses para serem concluídas. Segundo a Fundação Renova, a expectativa é de que sejam criadas 2.000 vagas de trabalho.

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Desastre

A barragem de Fundão, em Mariana, na região central de Minas Gerais, rompeu no dia cinco de novembro de 2015, deixando 19 mortos e centenas de desabrigados. O caso é considerado o maior desastre ambiental já vivenciado no país. Além de Bento Rodrigues, as comunidades de Paracatu de Baixo e Gesteira foram parcialmente atingidas.

Na época, 362 famílias dos três distritos perderam seus lares. Hoje eles vivem em casas alugadas pela Samarco, dona da barragem, na cidade de Mariana. Só de Bento, são 226 famílias desabrigadas.

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