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Rodamos 600km com a nova Royal Enfield Interceptor 650

Motocicleta é fiel à receita tradicional das bicilíndricas e agrada no dia a dia

Autos Carros|Marcos Camargo jr.


A Royal Enfield propõe um passo à frente ao lançar no Brasil as novas Continental GT e Interceptor, ambas com motor de 650cc e um estilo clássico inconfundível. Após destacarmos o lançamento da dupla foi a vez de testar a Interceptor, modelo que deve representar 70% do mix das “Twins”.

Rodamos 600km com a clássica de origem inglesa e DNA indiano. O motor de dois cilindros pode intimidar os menos experientes mas é apenas primeira impressão. O ronco parece fraco diante do perfil da moto que se destaca pelo tanque grande e dos coletores e escapamentos bem destacados nas laterais. Um ruído semelhante ao das clássicas “CB” dos anos 1990 vem do comando de válvulas revelando a fórmula tradicional desta moto.

Ao ligar com a chave comum e acionar a primeira marcha, ela se mostra suave embora a força do motor apareça logo cedo, com 2.500rpm. Com 650cc, o motor inclinado a 270 graus rende 47cv e 5,3kgfm a 5.250 rpm. Na segunda e terceira a Interceptor “cresce” rápido e rende emoção. Nos 600km rodados, metade foram percorridos na estrada entre Cunha/SP e a capital paulista, sob chuva intensa.

Estável como uma boa moto clássica, a posição é confortável embora os pedais estejam um pouco deslocados para trás e o freio esteja muito próximo à tampa do motor. Uma peça um pouco maior resolveria o problema. O freio é eficiente para segurar os 202kg da Interceptor equipada com os obrigatórios ABS, que no caso dela está presente nas duas rodas com pneus Pirelli igualmente retrô no desenho. O banco é bonito mas poderia ser mais confortável. Ao passar por buracos a moto mostra firmeza mas cansa o piloto.

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Na cidade apesar do peso a Royal Enfield é dócil e permite trafegar no corredor se preciso. Ela não é larga como algumas motos Custom e não cansa a pilotagem. Na estrada a posição de pilotagem pode cansar um pouco mas a Interceptor mantém 120km/h com muita suavidade e fôlego para chegar aos 130km/h onde a vibração passa a incomodar.

Os instrumentos são espartanos: há conta-giros, velocímetro, nível de combustível digital e luzes espia em peças bem pequenas e de difícil leitura na estrada especialmente se estiverem molhadas. Ficou faltando um relógio e, quem sabe, um medidor de consumo. A Interceptor é praticamente uma moto retrô com injeção eletrônica e ABS.

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O acabamento da Interceptor é de boa qualidade e personalidade. Os cromados parecem bem feitos e há boas surpresas como a malha náutica revestindo o chicote. Há opção de pintura clássica para o tanque de combustível ou as customizadas que encarecem a moto em R$ 1.000. O valor da Interceptor 650 é R$ 24,9 mil.

Para quem vai ingressar no mundo da cilindrada mais alta e não quer ou não dispõe de mais dinheiro a Royal Enfield é uma opção honesta e ainda renderá boa diversão a bordo como nos bons tempos.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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