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Tragédia na BR-376, no Paraná, pode ser maior que o estimado

Familiares buscam desaparecidos; a suspeita é de que haja de 30 a 50 vítimas. Remoção de corpos e carros soterrados é operação de alto risco. Não há previsão de liberação da estrada

Christina Lemos|Do R7

Guaratuba, PR: força-tarefa reúne sete órgãos estaduais e federais no socorro às vítimas
Guaratuba, PR: força-tarefa reúne sete órgãos estaduais e federais no socorro às vítimas Guaratuba, PR: força-tarefa reúne sete órgãos estaduais e federais no socorro às vítimas

Dois dias depois do desmoronamento da encosta do trecho da BR-376, na altura do km 669, próximo a Guaratuba, no Paraná, autoridades de segurança estão diante do desafio de resgate de possíveis sobreviventes e de corpos. A equipe do Corpo de Bombeiros do Paraná estima que haja entre 30 e 50 vítimas. Uma central de atendimento da Polícia Científica do estado foi ativada para atender familiares que informam o desaparecimento de pessoas possivelmente envolvidas no acidente.

Até o momento, seis pessoas foram resgatadas com vida e dois corpos foram retirados da avalanche de terra e pedras que desceu sobre os automóveis, após intensas chuvas na região. Duas frentes de socorro estão em ação, nos extremos sul e norte do ponto de interdição completa da rodovia federal. O governo do estado criou um gabinete de crise integrado por seis órgãos estaduais e pela Polícia Rodoviária Federal para concentrar decisões de atendimento às vítimas e aos desdobramentos do acidente.

Um dos desafios das equipes de socorro está na própria remoção de caminhões e carros de passeio. Neste momento, de acordo com fontes locais ouvidas pelo blog, os próprios veículos formaram uma espécie de “base de sustentação” para o grande volume de terra e pedras da encosta que deslizou sobre a rodovia. Estima-se que pelo menos 6 carretas e 15 veículos estejam soterrados.

O impacto econômico também é grave. Não há previsão para a liberação da rodovia em condições de segurança para o tráfego. O próprio asfalto da pista está sob risco de instabilidade. A BR-376 é um dos principais corredores para a ligação da região Sul com o restante do país. É intenso o trânsito de caminhões para o escoamento da produção dos estados da região.

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Além disso, as BRs-277 e 166, mais a rodovia estadual PR-410 — todas no Paraná —, também estão interditadas devido a deslizamentos. 

Caminhões de até 26 toneladas foram liberados para utilizar o ferryboat para a travessia da baía de Guaratuba, o que usualmente é proibido. A situação gerou congestionamento inédito e espera de mais de quatro horas.

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As possíveis rotas alternativas também preocupam as autoridades. “Atenção maior nos trechos da serra das BR-280, 282 e 470”, apela a Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina em alerta distribuído nesta manhã. “O solo está encharcado, e há riscos de deslizamento de encostas em todas as rodovias federais catarinenses”, conclui a PRF.

Familiares de desaparecidos podem entrar em contato com o gabinete para obter informações por meio do número 0800-282-8082 e do número do plantão (41) 3361-7242.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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