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Refletindo Sobre a Notícia
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Equipe alega inocência em atitude pedófila de Dalai Lama, e caso gera revolta

Homem admirado por milhares beija criança e a manda chupar sua língua

Refletindo Sobre a Notícia por Ana Carolina Cury|Do R7 e Ana Carolina Cury


Após pessoas de todo o mundo expressarem revolta com o vídeo em que Tenzin Gyatso, conhecido como Dalai Lama, beija um menino na boca e, depois, o manda chupar sua língua, um pedido oficial de desculpas foi divulgado. A equipe do budista também disse que ele deve se desculpar com a família da criança "pela dor que suas palavras possam ter causado".

"Sua Santidade costuma brincar com pessoas que conhece, de maneira inocente e brincalhona, mesmo em público e diante das câmeras. Ele lamenta esse incidente", cita a publicação.

Dalai Lama é acusado de pedofilia após vídeo com criança viralizar
Dalai Lama é acusado de pedofilia após vídeo com criança viralizar

No vídeo, podemos ver o menino, encantado por estar na presença do religioso, pedindo para abraçá-lo. 

Dalai Lama indica sua bochecha e pede um beijo ali. Depois do beijo na bochecha vem o abraço. A situação piora quando o budista pede um "selinho", segura as mãos do menino e ainda o manda chupar sua língua. Imagino que ler essa sequência embrulhou seu estômago. Mas a reação das pessoas que estavam ali foi dar risadas.

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E, depois dessa atrocidade, ainda seguem chamando a pessoa de "sua Santidade". É um soco na cara de qualquer um que use um pouco de inteligência.

Muito mais que polêmica

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O que Dalai Lama fez não tem nada de inocente e só aumenta o índice de violência infantil em todo o globo.

Segundo a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, só no Brasil, a cada 24 horas mais de 320 crianças são vítimas de abuso. No mundo, um problema de difícil discussão e combate.

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Essa tal inocência que Dalai Lama e sua equipe tentam transmitir é a armadilha número 1 dos pedófilos. Isso porque os especialistas são claros ao afirmar que a forma de abordagem é geralmente a mesma: se dá por meio do carinho e da atenção.

Alguns tentam exercer a função de substituto paternal para conseguir praticar os crimes. Normalmente procuram se aproximar da criança, depois a tratam com carinho, oferecem subornos e até promessa de recompensa caso a criança coopere com os desejos. Caso contrário, acontecem as ameaças.

Como proteger nossas crianças?

O psiquiatra Davi Vidigal explica que as pessoas em torno das crianças são as principais autoridades que podem impedir os crimes. "A supervisão é essencial. Os adultos precisam se organizar para estar presentes, gerando confiança e sensação de segurança. Além disso, devem legitimar a voz das crianças. Ou seja, o que elas denunciarem deve ser levado a sério", orienta.

O nome real de Dalai Lama é Tensin Gyatso. Ele se exilou na Índia quando o Tibete foi anexado pela China, em 1959, durante a revolta tibetana
O nome real de Dalai Lama é Tensin Gyatso. Ele se exilou na Índia quando o Tibete foi anexado pela China, em 1959, durante a revolta tibetana

Quando o assunto é pedofilia, é preciso desconfiar sempre. Porque o fato de conviver diretamente com a criança faz com que muitos pedófilos busquem primeiro a confiança dos pais.

É assustador, mas nos estudos e denúncias podemos constatar que, na maioria dos casos, os pais conhecem o criminoso e até confiam o filho aos cuidados dele. Assim, o abusador pode estar dentro de casa, no bairro, pode ser um parente, um professor, um religioso.

"Por isso, creio que a melhor forma de prevenção é se fazer presente na vida da criança e evitar deixá-la sozinha com outras pessoas até que tenha idade suficiente para se defender", alerta o psiquiatra.

Denuncie

Fingir normalidade com a atitude de Dalai Lama porque ele é considerado uma liderança religiosa é o mesmo que compactuar com o que ele fez. Não podemos deixar nossas crianças pensarem que é normal um estranho pedir um beijo na boca. 

É preciso combater e denunciar. Aqui no Brasil o Disque 100 é um serviço de denúncias e proteção contra violações de direitos humanos 24 horas, que funciona todos os dias da semana. É um dos principais meios de denúncia dos crimes que envolvem crianças e jovens. A denúncia também pode ser feita nos conselhos tutelares, delegacias de polícia ou anonimamente por meio do site www.dpf.gov.br.

Ficar em silêncio só favorece o aumento dos casos e piora as ações de prevenção e de punição dos abusadores. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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