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Refletindo Sobre a Notícia
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Luto de Karine Carrijo: por que corações de bebês param de bater dentro da barriga?

Influenciadora estava com 38 semanas quando perdeu o pequeno Levi

Refletindo Sobre a Notícia por Ana Carolina Cury|Do R7 e Ana Carolina Cury


Um luto que foge ao que é natural. Perder algo ou alguém gera sofrimento, e quando se trata de filhos, a dor parece ser diferente. Esse sofrimento, infelizmente, está sendo vivenciado pela influenciadora Karine Carrijo e seu marido, Thiago Lima. Grávida de 38 semanas, ela não teve a oportunidade de conhecer seu pequeno Levi.

"Carta para o meu anjo Levi: Seu coraçãozinho parou de bater neste domingo, e parte do meu também. Você não imagina o quanto eu e o papai orávamos por você todas as noites. As pessoas frequentemente dizem: cuidar de um bebê é difícil, chora muito, precisa trocar fraldas, amamentar de 3 em 3 horas. Mas sabem o que é realmente difícil? É ter que passar por um parto e não ouvir nenhum choro", destacou Karine em sua rede social.

A busca por respostas

Um amplo e detalhado estudo realizado periodicamente pelo departamento London School of Hygiene and Tropical Medicine, da Universidade de Londres, intitulado Ending Preventable Stillbirths (Colocando um fim em casos de natimortos evitáveis, em tradução livre), revela que o Brasil está atrás de 15 países da América Latina e Caribe, incluindo Nicarágua, Equador, Cuba, Colômbia e Venezuela, no ranking de bebês que morrem antes do nascimento, logo depois ou durante o parto.

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Com 9 meses de gestação, Karine Carrijo revelou que perdeu o bebê
Com 9 meses de gestação, Karine Carrijo revelou que perdeu o bebê Reprodução

Conforme o estudo, o país passou de um índice de 12,1 natimortos por 1.000 nascimentos em 2000 para 8,6 em 2015. E, globalmente, as informações indicam que há uma epidemia global negligenciada: são 2,6 milhões de bebês natimortos por ano em todo o mundo. Natimorto é a morte de um feto após 20 semanas de gravidez.

Segundo especialistas, o óbito pode ser causado por um problema de saúde da mulher, na placenta ou até mesmo do bebê. Às vezes, a causa é desconhecida.

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Vencendo a dor da perda

Os dados dessa pesquisa também revelam a necessidade de atenção por parte dos governos para o impacto psicológico, social e até econômico que esse tipo de perda causa nas famílias.

São mais de quatro milhões de mulheres em todo o mundo que enfrentam problemas emocionais como a depressão após perderem um bebê. Os pais entrevistados também afirmaram vivenciar uma intensa tristeza.

"O luto pela perda de um filho é uma experiência profundamente dolorosa. Não há uma maneira única para lidar com a dor. Cada pessoa vivencia de forma diferente, e é importante respeitar e permitir que as emoções sejam processadas", observa a psicóloga Cláudia Melo.

Karine se emocionou ao falar sobre o luto em perder o pequeno Levi
Karine se emocionou ao falar sobre o luto em perder o pequeno Levi Reprodução / Instagram

Perder um filho não é algo que a maioria das pessoas espera enfrentar, por isso, é preciso uma combinação de atitudes para conseguir vencer a dor. Pesquisas mostram que a fé, por exemplo, oferece várias possibilidades de criar um novo olhar a respeito das perdas.

"A ajuda é fundamental. Mas uma combinação de fatores ajudam: é importante cuidar da saúde física, emocional e espiritual neste período, porque muitas pessoas não conseguem mais enxergar esperança no amanhã", orienta a psiquiatra Roberta França.

Dar um tempo para superar o processo e cuidar de si mesmo é fundamental. Afinal, algumas dores modificam a forma de olhar a vida. Mas que seja para melhor, por isso, buscar paz e força para superar é essencial para conseguir seguir em frente e ressignificar as dores.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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