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Procura sobe e preço das passagens aéreas dispara pelo 2º mês seguido

Inflação acumulada dos bilhetes no período de 12 meses é positiva pela primeira vez desde dezembro de 2019, mostra IPCA-15

Renda Extra|Do R7


Passagens aéreas estão 50% mais caras neste ano
Passagens aéreas estão 50% mais caras neste ano

O fim das fases mais restritivas da pandemia do novo coronavírus no Brasil provocou o crescimento das buscas pelas viagens de avião. O movimento resultou na segunda disparada seguida dos preços das passagens aéreas, segundo dados do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro.

Conforme a prévia da inflação, os bilhetes ficaram 34,35% mais caros em outubro, após um salto de 28,76% apurado em setembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As variações fizeram o preço das passagens acumular uma alta de 13.26% nos últimos 12 meses. Trata-se da primeira valorização dos bilhetes na base de comparação desde dezembro de 2019. Somente neste ano, os tickets ficaram 50,36% mais caros.

No período entre os dias 16 de setembro e 15 de outubro, houve aumento no preço das passagens em todas as regiões, sendo a menor delas em Goiânia (11,56%) e a maior em Recife (47,52%).

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André Braz, economista responsável pelos índices de preços do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que todas as movimentações de preços envolvendo passagens áreas são resultado da evolução das buscas pelos bilhetes.

"Muitas vezes os preços das passagens não sobem no mês em que a demanda pelas viagens vai ser maior, mas no período em que as famílias, já se preparando para as viagens, compram", explica Braz ao indicar que os valores ainda devem subir com a busca por turismo para o período de férias.

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A posição do economista é confirmada pelos dados recentes da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que indicam para um número de passageiros em crescimento nos últimos meses. Somente em setembro, foram 6,260 milhões de pesssoas que decolaram em voos que saíram dos aeroportos brasileiros. No ano, o número só é menor do que os 6,474 milhões de passageiros contabilizados em janeiro.

Apesar da recente alta indicada pelos índices de inflação, o country manager do Kayak no Brasil, Gustavo Vedovato, afirma que o preço médio das passagens aéreas para os viajantes brasileiros ainda é menor do que em 2019.

"Se o viajante estava de olho em voar para a França, que recentemente anunciou a reabertura para o turismo de brasileiros vacinados, agora pode ser um bom momento de comprar passagens para Paris. O bilhete de avião para a Cidade Luz ficou até 7% mais barato em dois anos", avalia ele.

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