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PMs são acusados de racismo em abordagem contra jovens negros na zona sul do Rio

A polícia encostou os rapazes no muro do condomínio quando eles entravam no local em Ipanema

Rio de Janeiro|Do R7


Os jovens estrangeiros são filhos de uma diplomata do Canadá, do Gabão e de Burkina Faso. As vítimas estavam acompanhadas de um garoto branco
As vítimas estavam acompanhadas de dois garotos brancos. Um deles era morador do prédio, e os jovens estavam de férias no Brasil Reprodução/Record

As imagens da câmera de segurança de uma rua em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, flagraram o momento em que policiais militares apontaram armas contra três rapazes negros quando eles entravam em um edifício residencial, na noite desta quarta-feira (4). Os jovens estrangeiros são filhos de uma diplomata do Canadá, do Gabão e de Burkina Faso. As vítimas estavam acompanhadas de um garoto branco. Um deles era morador do prédio, e os jovens estavam de férias no Brasil.

Os jovens não falam em português e tiveram muita dificuldade para explicar que não faziam nada. A família de um dos brasileiros também denunciou que houve racismo por parte dos PMs.

A mãe de um dos jovens escreveu um desabafo em redes sociais:

“Uma viagem de férias planejada há meses por quatro amigos com destino ao Rio de Janeiro. Adolescentes de 13 e 14 anos, acompanhados dos avós, experienciaram nas primeiras horas a pior forma de violência, quando foram abruptamente abordados por PMs armados com fuzis, sem perguntar nada, encostaram os meninos em um muro do condomínio. Três dos quatro adolescentes são negros.’', relatou a mulher.

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Ainda de acordo com ela, os PMs ainda alertaram para os jovens não andarem na rua.

“Eles não entenderam as perguntas feitas pelos PMs porque são estrangeiros e filhos de diplomata. Após perceberem o erro, liberaram os meninos. Mas antes, alertaram para as crianças não andarem na rua, pois seriam abordados novamente. Abordagem racial e criminosa. Traumático, triste e doloroso. Sabemos que isso acontece todos os dias e muitas vezes acaba em tragédia, mas não podemos deixar de agir. Essa luta é nossa’’, desabafou.

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Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, informou que os policiais envolvidos na ação portavam câmeras corporais e as imagens serão analisadas para constatar se houve algum excesso por parte dos agentes.

O Itamaraty também informou que acompanha o caso e busca averiguar as circunstâncias do ocorrido, para eventual tomada de providências.


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