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Com início conturbado, obra do Metrô que caiu custou R$ 15 bi

Construção da Linha 6-Laranja é, atualmente, o maior projeto de infraestrutura da América Latina, com 15 km de extensão 

São Paulo|Isabelle Amaral*, do R7

Maquinário conhecido como tatuzão provoca rompimento em construção
Maquinário conhecido como tatuzão provoca rompimento em construção Maquinário conhecido como tatuzão provoca rompimento em construção

Após o desmoronamento de uma parte da obra da Linha 6-Laranja, na região do Piqueri, na zona norte de São Paulo, o Metrô deve ter um prejuízo milionário, já que a construção está avaliada em R$ 15 bilhões, de acordo com informações da Record TV.

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O empreendimento é uma PPP (parceria público-privada) firmada entre o Governo do Estado de São Paulo e a empresa Acciona em outubro de 2020, que estabelece um contrato de 24 anos entre a construção e a operação.

Com 15 km de extensão e 15 estações, a linha tem como objetivo conectar o centro da capital paulista com a Brasilândia, na zona norte, sendo, atualmente, o maior projeto de infraestrutura da América Latina.

A linha foi apelidada de Linha das Universidades, já que vai interligar regiões próximas às principais faculdades de São Paulo, como Unip, PUC, Mackenzie, FMU e Faap, além de atender a um fluxo previsto de mais de 600 mil pessoas por dia.

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A importante construção teve um início de obras conturbado. Elas começaram em 2015 e foram interrompidas em 2016 por tempo indeterminado. O consórcio da época, Move SP, alegou não ter conseguido um empréstimo com o BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social).

Apenas em outubro de 2020, o Governo de São Paulo negociou a concessão da Linha 6 com o grupo espanhol Acciona e, desde então, as obras da Linha das Universidades acontecem, com prazo de entrega para 2025.

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Segundo o capitão André Elias, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu durante uma escavação feita pelo maquinário conhecido como tatuzão, que atingiu algum meio de transporte de fluido. Não se sabe, porém, se se trata do rio ou uma adutora.

No último dia 16 de janeiro, o governo anunciou que havia usado a primeira tuneladora, o tatuzão, para a escavação do túnel da Linha 6-Laranja do Metrô. O equipamento tinha como objetivo escavar o túnel no sentido sul até a estação São Joaquim, da Linha 1-Azul.

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A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou, por meio de nota, que determinou o isolamento do perímetro e enviou uma equipe para acompanhar a apuração da causa da ocorrência.

Acidente semelhante ocorreu em SP com vítimas

O acidente que aconteceu na manhã desta terça-feira (1°) em uma construção da Linha 6-Laranja lembra outro, de janeiro de 2007, após um deslizamento atingir o canteiro de obras da estação Pinheiros e abrir um buraco de cerca de 80 m.

A cratera chegou a engolir caminhões, máquinas e carros. Além disso, sete pessoas morreram no acidente e 79 famílias tiveram que ser removidas da região.

* Estagiária sob supervisão de Fabíola Perez

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