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Ex-coronel confessa participação em lucros de empresa investigada

José Adriano Afonso Filho prestou depoimento no TJM nesta segunda-feira

São Paulo|Gustavo Basso, do R7


Antiga sede da Comercial das Províncias
Antiga sede da Comercial das Províncias

O ex-tenente coronel da PM José Afonso Adriano Filho confessou em depoimento prestado ao TJM (Tribunal de Justiça Militar) ter "participado ocultamente" dos lucros da empresa MFA/Comercial das Províncias.

Preso preventivamente desde março e expluso da PM em agosto, Adriano se apresentou na tarde desta segunda-feira diante do juiz Marcos Teodoro Fernandes em audiência no TJM.

Adriano afirmou receber 10% dos lucros da empresa, que é apontada em denúncia pelo MP (Ministerio Publico) como firma de fachada criada para vencer licitações do DSA/CG (Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral da PM).

No início de outubro, o R7 havia revelado com exclusividade que a Comercial das Províncias perternceu a uma ex-namorada do coronel.

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Ao todo, o esquema pode ter desviado mais de R$ 200 milhões, de acordo com as denúncias, envolvendo outras 20 empresas que ainda são investigadas.

Ordens superiores

Em seu depoimento, acompanhado também por quatro coronéis membros do Conselho Militar, Adriano reconheceu condutas irregulares, segundo ele, cumprindo ordens.

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"A tabela de encargos, que define as funções do QG (Quartel General) foi corrigida em 2012, porque antes não podia fazer compras. [Compras para outros órgãos] foi legalizado a pedido da Secretaria da Fazenda. Antes era realizado mediante ordem informal, verbal", disse.

Segundo ele, as ordens verbais partiam de oficiais com maior patente que ele na época.

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Adriano se negou a dar mais informações sobre o funcionamento da MFA/Comercial das Províncias junto aos processos de licitação do DSA/CG alegando revelar tudo em um acordo de delação premiada que estaria sendo elaborado.

O R7 não conseguiu contato com a defesa de Adriano após a audiência.

TCE

Na última sexta-feira (24) o TCE (Tribunal de Contas do Estado) passou a investigar o caso, e deu um prazo de dez dias para que os responsáveis pelo DSA/CG expliquem o desaparecimento de 75% dos contratos de licitação e compras feitos em 2009, e 24% dos assinados em 2010.

O despacho enviado ao Comandante Geral da PM — Nivaldo Cesar Restivo — afirma que as irregularidades encontradas pela assessoria técnico-jurídica do TCE totalizam RS 2.524.169,41, e destaca o gasto com a compra de 7.968 cartuchos de toner adquiridos entre outubro e novembro de 2010, para as 123 impressoras do Comando Geral. Para o tribunal, o gasto é incompatível, já que representa um gasto médio de 65 cartuchos por impressora no mês.

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