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Juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio, será interrogado pela CNJ

O magistrado trabalhava no TRT e era professor no curso preparatório Damásio; ele já foi denunciado por 96 vítimas  

São Paulo|Do R7

Scarlecio era juiz substituto no TRT
Scarlecio era juiz substituto no TRT Scarlecio era juiz substituto no TRT

O juiz e professor Marcos Scarlecio, acusado de assédio e importunação sexual, será interrogado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, na tarde desta quinta-feira (15).

Nesta segunda-feira (12), algumas vítimas foram ouvidas pela instituição, de acordo com o Me Too Brasil, organização sem fins lucrativos que oferece assistência jurídica gratuita a vítimas de violência sexual e que reúne as denúncias contra o magistrado.

Scalercio era juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho e professor de direito material e processual do trabalho no curso preparatório Damásio Educacional. Ele já foi denunciado por pelo menos 96 mulheres, incluindo advogadas, juízas, bacharéis, alunas e estagiárias.

Segundo os relatos das vítimas, o magistrado agarrava-as e forçava beijos em espaços públicos e privados, como no Damásio e no próprio tribunal. Uma delas o denunciou após ter participado de uma reunião em vídeo em que o juiz estava completamente nu e se masturbava.

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Defesa do juiz

Em agosto, os advogados de defesa do juiz afirmaram, por meio de nota, que as acusações contra Marcos Scalercio "já foram objeto de crivo e juízo de valor pelo órgão correcional e colegiado do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Ele foi absolvido pelo tribunal e o caso foi arquivado".

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Segundo os advogados, foram ouvidas 15 testemunhas no processo. "O arquivamento, portanto, demonstrou que o conjunto probatório é absolutamente insuficiente para dar lastro em qualquer dos fatos relatados."

Ainda em nota, a defesa destacou que o juiz não é investigado criminalmente: "Scalercio não responde a qualquer resvalo na esfera criminal, sendo inverídica a informação que parte do pressuposto que o magistrado está denunciado criminalmente. É profissional de reconhecida competência e ilibada conduta pessoal, quer seja no âmbito acadêmico, quer seja no exercício da judicatura".

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