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Justiça determina que companhia aérea pague tratamento psicológico a vítima de gordofobia

A empresa deverá depositar, por pelo menos um ano, R$ 400 semanais na conta da influenciadora digital Juliana Nehme

São Paulo|Guilherme Padin, do R7

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Modelo relatou que foi vítima de gordofobia por parte da Qatar Airways
Modelo relatou que foi vítima de gordofobia por parte da Qatar Airways

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Qatar Airways financie um tratamento psicológico à modelo e influenciadora Juliana Nehme, de 38 anos, que denunciou ter sido vítima de gordofobia por parte da companhia aérea.

A empresa deverá pagar, por pelo menos um ano, R$ 400 destinados à conta de Nehme a cada semana, o que totaliza R$ 19.200.


O valor será investido em terapias semanais com um profissional de confiança da vítima, segundo a decisão da juíza Renata Martins de Carvalho.

A magistrada aponta na decisão, à qual cabe recurso, que a concessão da tutela de urgência é a medida razoável para garantir a superação do evento traumático pela modelo e evitar o agravamento do distúrbio mental e emocional diagnosticado. 


Relato de gordofobia no Líbano

Em 22 de novembro, Juliana Nehme foi impedida de embarcar do Líbano de volta para o Brasil. Segundo denunciou a modelo, por ser “gorda demais”, os funcionários não permitiram que ela viajasse.

Juliana relatou o constrangimento nas redes sociais e disse que, embora tenha insistido ao longo de duas horas para que ela e a mãe pudessem embarcar, o pedido não foi atendido. A modelo ainda teria que pagar uma multa por não ter viajado.


A companhia aérea ofereceu como alternativa que ela pagasse por um assento a mais na classe econômica no dia seguinte, cujo custo era de 1.000 dólares. A compra deveria ser feita pela agência de viagem que a vítima havia contratado. A empresa procurou a Qatar Airways, mas não conseguiu o contato com a companhia aérea.

Com a repercussão do caso, a Qatar se posicionou por meio de uma nota, na qual disse tratar os passageiros com respeito e dignidade.

"De acordo com as práticas da indústria e de forma semelhante à maioria das companhias aéreas, qualquer pessoa que impossibilite o espaço de um outro passageiro e não consiga prender o cinto de segurança ou abaixar os apoios de braço pode ser solicitada a comprar um assento adicional tanto como uma precaução de segurança quanto para o conforto de todos os passageiros", afirmou a companhia.

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