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Indivíduos que tomam PrEP poderão receber vacina de HPV no SUS, anuncia ministra

Profilaxia contra o vírus HIV consiste no uso de medicamento preventivo que inibe a multiplicação do vírus em caso de contato

Saúde|Do R7


Vacina é uma forma eficaz de se prevenir do HPV José Cruz/Agência Brasil

O SUS passará a oferecer a vacina contra o HPV a pacientes de 15 a 45 anos que tomam a PrEP (profilaxia pré-exposição) ao HIV, anunciou nesta quarta-feira (3) a ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima.

A vacinação é uma forma eficaz de prevenção contra este vírus sexualmente transmissível que pode causar verrugas genitais e alterações potencialmente cancerígenas em células do colo do útero, vagina, vulva, ânus ou garganta.

“O HPV é tão comum que cerca de 80% de todas as pessoas sexualmente ativas que não foram vacinadas contraem o vírus em algum momento da vida”, ressalta o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento.

A ministra acrescentou que a vacina poderá ser “aplicada em qualquer posto de vacinação”. No entanto, a disponibilização depende de cada município.

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A PrEP consiste no uso de um medicamento preventivo, tomado diariamente ou em esquema sob demanda (antes e depois de relações sexuais) que evita a replicação ou a reprodução do vírus HIV e a sua capacidade de infectar novas células.

Antes restritas a alguns grupos específicos, a PrEP agora pode ser tomada por qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade para o HIV. São elas:

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  • Frequentemente, deixa de usar camisinha em suas relações sexuais (anais ou vaginais);
  • faz uso repetido de PEP (profilaxia pós-exposição ao HIV);
  • apresenta histórico de episódios de infecções sexualmente transmissíveis;
  • contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de valor, drogas, moradia, etc.
  • chemsex: prática sexual sob a influência de drogas psicoativas (metanfetaminas, gama-hidroxibutirato (GHB), MDMA, cocaína, poppers) com a finalidade de melhorar e facilitar as experiências sexuais.

A cidade de São Paulo reduziu em 45% o número de novos casos de HIV nos últimos seis anos, graças a uma campanha contínua de aumento da oferta de PEP e PrEP.

Os pacientes que tomam esse medicamento são testados cerca de três vezes no ano para ISTs no serviços de saúde do município. Também é possível obter o remédio por meio de prescrição de médicos da rede privada e retirá-los em farmácias do SUS.

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