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Quatro em cada dez brasileiros acreditam que farmacêuticas escondem perigos das vacinas

Pesquisa realizada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostra ainda que quase 20% dos entrevistados entendem que imunizantes não são necessários

Saúde|Do R7


Mais de 70% dos entrevistados dizem que vacinas anti-Covid ajudam a acabar com a pandemia
Mais de 70% dos entrevistados dizem que vacinas anti-Covid ajudam a acabar com a pandemia

Não é de hoje que as vacinas enfrentam resistência, envolta em uma série de alegações inverídicas. Mas uma pesquisa conduzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostra que uma parcela significativa dos brasileiros não confia plenamente nos imunizantes.

Os resultados do estudo "Confiança na ciência no Brasil em tempos de pandemia" chamam atenção para o fato de que 40% dos entrevistados dizem concordar com a afirmação de que "as empresas farmacêuticas escondem os perigos das vacinas". Este é um percentual maior dos que discordam (34,1%).

Outros 22,4% não concordam e nem discordam, enquanto 3,4% não souberam ou não responderam.

Quando questionados se as vacinas são necessárias, 69,6% disseram que sim, mas 19,7% discordaram. Para 10,2%, não havia concordância e nem discordância a respeito do tema; e 0,5% não souberam ou não responderam.

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Quase metade dos entrevistados (46,4%) acham que as vacinas produzem efeitos colaterais que são um risco; 30,5% discordam; e 21,5% não concordam e nem discordam; 1,5% não souberam ou não responderam.

Há, por outro lado, números mais animadores na pesquisa: 86,7% entendem que as vacinas são importantes para proteger a saúde pública; e 75,7% consideram os imunizantes seguros.

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Especificamente em relação às vacinas contra a Covid-19, 73% avaliam que elas ajudam a acabar com a pandemia, e 72% dizem que ela protege de formas severas da doença, internações e mortes.

Para 69%, os imunizantes desenvolvidos contra a Covid-19 são seguros, e 71% os consideram eficazes.

Perguntados se o governo federal forneceu informações falsas sobre a vacina da Covid-19, 47% dizem que sim, ao passo que 30% discordam e 19% não concordam e nem discordam.

A Fiocruz chama atenção ainda para outro dado: 13% dos entrevistados disseram que não pretendem tomar doses de reforço da vacina anti-Covid, e quase 8% dos que têm filhos menores sob sua responsabilidade declararam não ter a intenção de vaciná-los.

"A pesquisa revelou que a hesitação vacinal está em parte associada à escolaridade, à familiaridade com conceitos científicos e ao conhecimento de instituições científicas, sendo fortemente influenciada pelo grau de engajamento dos entrevistados na sociedade civil e na política, pelos posicionamentos econômicos e pelos valores", diz a Fiocruz em comunicado.

Cabe ressaltar que todos os imunizantes em uso no Brasil passam pelo crivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) antes e depois da aprovação. Todos os eventuais efeitos adversos são obrigatoriamente reportados ao órgão regulador. 

Não há notícias de eventos graves em massa com nenhuma vacina em uso no país. Em todas elas, os benefícios (proteção contra doenças) superam os riscos. 

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