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Dinossauro 'muito raro' e sem dentes é descoberto no Brasil

O 'Berthasaura leopoldinae' era um dinossauro bípede que chegava a 1 m de comprimento; restos foram encontrados no Paraná

Tecnologia e Ciência|

Fósseis foram descobertos em 2013 em Cruzeiro do Oeste, no Paraná
Fósseis foram descobertos em 2013 em Cruzeiro do Oeste, no Paraná Fósseis foram descobertos em 2013 em Cruzeiro do Oeste, no Paraná

O Museu Nacional do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (18) a descoberta de um dinossauro "muito raro", um terópode "sem dentes" que viveu entre 70 e 80 milhões de anos atrás no sul do Brasil.

Batizada de Berthasaura leopoldinae, essa espécie de dinossauro terópode (bípede), de pequeno porte, com aproximadamente 1 metro de comprimento e 80 centímetros de altura, foi identificada após análise de um conjunto de fósseis encontrados no município de Cruzeiro do Oeste, no estado do Paraná, entre 2011 e 2014.

Segundo nota do Museu Nacional, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), "o que torna esse dinossauro genuinamente raro é o fato de ele ser um terópode desprovido de dentes, o primeiro encontrado no país".

O estudo, feito em parceria com o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpaleo), foi publicado nesta quinta-feira na revista científica Nature.

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Conjunto de ossos do 'Bertha'
Conjunto de ossos do 'Bertha' Conjunto de ossos do 'Bertha'

O diretor do Museu Nacional da UFRJ, o paleontólogo Alexander Kellner, destacou o bom nível de conservação dos fósseis encontrados.

"Temos restos do crânio e mandíbula, coluna vertebral, cinturas peitoral e pélvica e membros anteriores e posteriores, o que torna 'Bertha' um dos dinos mais completos já encontrados no período Cretáceo brasileiro", explicou Kellner em entrevista coletiva.

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Os paleontólogos destacaram que o fato de "Bertha" não ter dentes foi "uma verdadeira surpresa" que levantou dúvidas sobre sua dieta.

“Esse aspecto dos dentes evoca o questionamento sobre o tipo de dieta do animal. Isso não quer dizer que por não ter dentes ele não poderia comer carne, já que muitas aves, como o falcão e o urubu, o fazem. O mais provável é que fosse um animal onívoro, já que o ambiente era inóspito e ele precisava aproveitar o que tinha disponível”, declarou Geovane Alves Souza, aluno de doutorado da UFRJ e um dos autores do estudo.

Berthasaura leopoldinae foi assim batizado em homenagem a Bertha Lutz, cientista brasileira intimamente ligada ao Museu Nacional; à imperatriz Maria Leopoldina, esposa do imperador Pedro I do Brasil, por seu papel como promotora do estudo das ciências naturais; e à escola de samba Imperatriz Leopoldinense.

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