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Tecnologia e Ciência
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Projeto de lei do Canadá obriga Google e Facebook a pagarem por notícias

Projeto apresentado por ministro do país prevê acordos entre gigantes de tecnologia e veículos de mídia, supervisionados por órgão regulador

Tecnologia e Ciência|Do R7


Projeto de lei prevê pagamento para exibir notícias em plataformas de big techs
Projeto de lei prevê pagamento para exibir notícias em plataformas de big techs

O governo do Canadá apresentou um projeto de lei que exigirá que grandes empresas de tecnologia, especialmente as controladoras do Google e Facebook, paguem aos veículos de mídia pela exibição de notícias.

A Lei de Notícias Online (Online News Act, em inglês) foi apresentada pelo ministro do Patrimônio do país, Pablo Rodríguez, na terça-feira (5), e determina valores de pagamento com base nos lucros obtidos pelas chamadas big techs.

Os acordos serão mediados por um órgão regulador do governo, que poderá intervir se empresas de mídia e corporações de tecnologia não chegarem a um valor justo para os dois lados. Para ser elegível, o veículo de mídia precisa ter dois ou mais jornalistas no Canadá, além de notícias editadas no país.

"O setor de mídia e de notícias no Canadá está em crise", disse o ministro Pablo Rodríguez na apresentação do projeto. Segundo dados do governo canadense, mais de 450 veículos fecharam no país desde 2008, enquanto os gigantes de internet monopolizaram o mercado de publicidade digital.

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Pablo Rodríguez afirmou que a lei é muito similar à aprovada em 2021 na Austrália, que obriga corporações a pagar royalties pelas notícias compartilhadas em plataformas.

Google e Facebook tentaram resistir e até ameaçaram limitar o funcionamento das próprias plataformas na Austrália, mas acabaram realizando pagamentos milionários para continuar exibindo conteúdos.

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Da mesma forma, o governo da França exigiu pagamentos milionários a empresas de mídia no país, o que resultou em acordos financeiros entre o Google e editoras francesas.

Para evitar embates mais calorosos do tipo, o governo canadense afirma ter consultado os gigantes de tecnologia antes de encaminhar o projeto.

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Ficarão de fora da regulação do projeto o YouTube (submetido a uma lei própria de transmissão de vídeos), apps de mensagens instantâneas (como o WhatsApp) e o serviço Apple News, que já possui acordos de pagamento com editoras de conteúdo.

LEIA ABAIXO: 'Cemitério' do Google relembra apps e produtos que já se foram

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