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Tecnologia e Ciência
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Smartphones intermediários são preferência nacional; compare!

Aparelhos na faixa entre R$ 699 e R$ 1.099 estão entre os mais procurados

Tecnologia e Ciência|Tiago Alcantara, do R7


Intermediários ganham força e mostram consumidor antenado na hora da compra
Intermediários ganham força e mostram consumidor antenado na hora da compra

Os smartphones topos de linha podem até ser os mais admirados, mas quem manda no mercado brasileiro são os intermediários. Dados da consultoria IDC apontam que a categoria de preço entre R$ 700 e R$ 1.099 tem a maior quantidade de aparelhos vendidos desde o fim de 2016 e segue crescendo. No segundo semestre, a categoria foi responsável por mais do que o dobro de vendas dos baratinhos.

Confira os dados do segundo trimestre de 2017 fornecidos ao R7 pela consultoria:

O analista de pesquisa do mercado de celulares da IDC para América Latina, Leonardo Munin é enfático: os brasileiros ainda olham para o preço antes de qualquer outra caracterísica na hora de definir sua compra.

No entanto, a visão de que um aparelho um pouco mais caro vai proporcionar uma experiência melhor é responsável por essa mudança de hábito na hora de escolher um celular para chamar de seu. De acordo com Munin, o mercado nacional está mais atento e maduro.

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— Essa faixa de entrada está sendo esquecida aos poucos. O consumidor brasileiro estava tendo a primeira experiência com um smartphone, por isso comprava um aparelho mais acessível. Conforme vamos usando, sentimos falta de dispositivos melhores, nesse próximo [aparelho] estamos mais propensos a gastar um pouco mais.

Preço, performance e processador: os fatores que fazem o brasileiro se decidir por um celular
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A hora de comprar

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Munin afirma que o excesso de aparelhos nessa faixa intermediária (Motorola e Samsung que o digam) pode "dar nó" na cabeça do consumidor, mas tem lá suas vantagens. O analista explica que, nos casos em que há muita oferta, a chance de um produto chegar no preço do outro é grande. Isso acaba virando um efeito cascata no qual as empresas reposicionam vários produtos. Como o portfólio é grande, ao reposicionar um, a chance de ter que fazer o mesmo é com o produto seguinte é alta.

Por exemplo: Uma fabricante vende um celular X por R$ 1.300, mas não está satisfeita com os resultados dele. Ela reposiciona seu produto para R$ 1.100. Ao dar esse desconto para X, tem que reposicionar o celular Y, que tem características inferiores e custava R$ 1.000. Agora Y vai para R$ 900. E assim por diante.

Aproveitar a "briga de preços" pode render descontos de até R%24 300

— Com o risco de um produto não sair na quantidade que você queria, é comum as empresas queimarem o preço desse celular e reposicionarem os outros. Então, ter muito aparelho no mercado gera essa confusão, mas também tem a questão do corte do preço e das promoções que beneficiam o consumidor.

De acordo com o analista da IDC para o mercado de celulares, não há como todos os aparelhos venderem bem. E os consumidores terão que ficar atentos a essa movimentação no mercado. Esses são os momentos "bons de comprar".

COMPARE OS MELHORES APARELHOS NESSA FAIXA DE PREÇO NO BRASIL:

Mais buscados

Por conta desse reposicionamento de mercado, uma busca pelos aparelhos mais acessíveis em ferramentas como o Buscapé traz alguns aparelhos que têm preço sugerido ou de lançamento com valor maior do que o oferecido no varejo. Atendendo ao pedido da reportagem do R7, a equipe do buscador apontou os seis aparelhos mais procurados nessa faixa (até R$ 1.000). A lista tem os seguintes modelos: Moto G5 Plus, Asus Zenfone 3, Moto G5s, Galaxy J7 Prime, Asus Zenfone 3 Max e Lenovo Vibe K6 Plus.

Câmera e bateria já são requisitos padrão. Agora o consumidor começa a olhar para a performance dos celulares

(Leonardo Munin, analista de pesquisa da IDC )

O especialista ainda faz algumas recomendações do que levar mais em conta na hora da compra: ficar de olho na qualidade da câmera e no desempenho da bateria são o primeiro passo, o padrão. Em seguida, se atentar ao processador e performance do celular.

— O consumidor hoje faz comparativos, está mais entendido. Ele quer que a navegação de internet dele flua melhor, quando ele começa a se atentar para a performance do aparelho, isso mostra maturidade.

Munin ainda deixa um alerta: não compre um celular apenas pelo nome. O exemplo dado pelo analista do IDC é o iPhone 5s, até alguns meses, disponível no site da Apple por R$ 1.399.

— É um aparelho de três anos, mas a Apple tem essa força como marca. A gente tem inovação em smartphone toda a semana, temos coisas novas todos os dias, não dá para comprar um celular de três anos atrás.

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