Rio de Janeiro

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24/7/2013 às 01h00

Papa inaugura no Rio centro de atendimento a usuários de drogas e pessoas com transtornos mentais

Apesar da cerimônia de abertura, espaço só começará a funcionar daqui há um mês

Do R7, com Agência Brasil

Papa terá agenda cheia no terceiro dia de visita ao Brasil André Mourão / Agência O Dia

Nesta quarta-feira (24), o papa Francisco sairá do Rio de Janeiro às 8h15 de helicóptero para visitar a Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo. Quando voltar ao Rio, às 17h30, seguirá direto para a Tijuca, na zona norte da cidade, onde participará da inauguração do Polo de Atenção Integral à Saúde Mental. Vinculado à arquidiocese da cidade, o local vai oferecer 80 leitos para atendimentos, por até 30 dias, de casos graves.

A unidade custou R$ 2,5 milhões e foi construída com recursos da Conferência Episcopal Italiana. O polo de atenção entra em funcionamento daqui a cerca de um mês, com 40 leitos, e vai dobrar a capacidade de atendimento até o fim do ano. Foi criado para atender pacientes em crise psiquiátrica, vindos de comunidades terapêuticas e poderá atuar em parceria com projetos semelhantes de outras igrejas.

Segundo o diretor executivo do polo, Ítalo Marsili, dados do Ministério da Saúde, mostram que o país tem cerca de dois milhões de pessoas dependentes de drogas como o crack, sendo que mais da metade está no sudeste. No Estado do Rio, a estimativa dele é de que sejam cerca de 600 mil dependentes. No entanto, há um déficit na estrutura de tratamento, como informou Marsili.

— A rede do Ministério da Saúde no Rio conta hoje com menos de 20 leitos espalhados por todos os hospitais. Então, você faz a conta e vê que não é suficiente.

Além da carência de leitos, o diretor do polo falou da dificuldade de adesão do paciente ao tratamento, em torno de 12%. Para superar o problema, o superintendente do polo, frei Francisco Belotti, aposta no treinamento da equipe de médicos e enfermeiros em bases franciscanas.

— Não, jamais [vamos obrigar pessoas a ir à missa]. A nossa religiosidade é mais para os profissionais, no jeito de cuidar, de dar a medicação, de abordar, de entrar no quarto e acolher a família.

O polo de saúde mental funcionará no complexo do Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca. A instituição busca estabelecer convênios com a prefeitura por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). Por enquanto, atenderá gratuitamente.

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