Brasil Com PT e PSL, Maia anuncia bloco de 11 partidos para eleição na Câmara

Com PT e PSL, Maia anuncia bloco de 11 partidos para eleição na Câmara

Atual presidente da Casa, que não poderá se candidatar, leu carta falando que grupo representa defesa da democracia contra o autoritarismo

  • Brasil | Taciana Collet, da Record TV

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

Michel Jesus/Câmara dos Deputados - 10.12.2020

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta sexta-feira (18) a formação de um bloco com 11 partidos com vistas à eleição para a presidência da Casa, em fevereiro, incluindo partidos como o PT e o PSL. 

Maia leu uma carta em que falou que o grupo buscará fortalecer a democracia e as instituições e representa um contraponto ao "autoristarismo" e à "subserviência".

A referência implicita é ao candidato Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, e que será oponente do candidato do grupo de Maia, ainda não fechado. Maia ocupa o cargo há mais de 4 anos e não pode ser reeleito, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

A carta lida por Maia é assinada pelos seguintes partidos: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB, Rede. As legendas reunem 269 deputados - mais da metade do total de 513 da Casa. A conta não considera 12 parlamentares do PSL que estão suspensos.

Lira pede agilidade na aprovação de vacinas e fim de briga política

O grupo inclui partidos de direita, como o PSL, os que se definem como de centro ou centro-direita, como o DEM, e cinco partidos de esquerda que integram o bloco de oposição no Congresso - PT, PDT, PSB, PCdoB e Rede. O Psol não aderiu ao chamado de Maia e deverá lançar candidatura própria.

"Este grupo que hoje se apresenta tem muitas diferenças, sim. Porque, diferente daqueles que não supoertam viver no marco das leis e das instituições e que não suportam o contraditório, nós nos fortalecemos nas divergências, no respeito, na civilidade e nas regras do jogo democrático", afirma a carta. 

Ainda segundo o texto lido, "é uma eleição entre ser livre ou subserviente; ser fiel à democracia ou ser aliado do autoritarismo; ser parceiro da ciência ou ser conivente com o negacionismo; ser fiel aos fatos ou ser devoto de fake news". 

Últimas