Brasil Governo rebate França após país reprovar acordo UE-Mercosul

Governo rebate França após país reprovar acordo UE-Mercosul

Segundo nota divulgada nesta terça-feira (22), o "Brasil já mostrou que é capaz de aumentar produção agrícola ao passo em que diminui o desmatamento"

  • Brasil | Pietro Otsuka, do R7

Nota foi emitida pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com a Agricultura

Nota foi emitida pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com a Agricultura

Suamy Beydoun/ AGIF/ Estadão Conteúdo - 08/04/2019

O Ministério das Relações Exteriores em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitiu uma nota, nesta terça-feira (22), sobre o relatório do governo francês que manteve a rejeição do país ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul devido a questões ambientais.

O documento traz que o acordo entre os dois blocos econômicos "não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais". "Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria".

Para reforçar a tese de que progresso e responsabilidade social caminham juntos no Brasil, a nota traz um levantamento referente a produção de alimentos e diminuição nos níveis de desmatamento. "De 2004 a 2012, o desmatamento da regiaão chamada de Amazônia Legal caiu 83%, enquanto que a produção agrícola subiu 61%", diz.

"Esses dados inserem-se em tendência histórica de intensificação da agropecuária brasileira e dos decorrentes ganhos de produtividade, em sintonia com a preservação ambiental", emenda.

Entenda o caso

Na última sexta-feira (18), o governo da Franca anunciou que manteria a rejeição ao acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) devido a questões ambientais.

A posição do governo de Emmanuel Macron foi levada a público após a apresentação do relatório de um grupo de especialistas, encomendado há um ano, para rever os termos do pacto em função de incertezas do gabinete do premiê e do presidente sobre o tema.

O relatório ressaltava o "nível insuficiente de ambição do projeto de acordo como uma ferramenta para levar os países do bloco econômico sul-americano a levar mais em conta a preservação da biodiversidade e o problema climático".

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