Brasil Inpe alerta sobre crise hídrica no inverno em SP e mais 4 estados

Inpe alerta sobre crise hídrica no inverno em SP e mais 4 estados

Segundo órgão federal, MS, PR, MG e GO também podem ser afetados pela falta de chuvas entre junho e setembro deste ano

  • Brasil | Do R7

Rio Tibagi integra a bacia hidrográfica do Paraná, na região Sul do Brasil

Rio Tibagi integra a bacia hidrográfica do Paraná, na região Sul do Brasil

Reprodução/Google Maps

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) publicou na quinta-feira (27) um alerta sobre a possibilidade de crise hídrica em razão da escassez de chuvas na região hidrográfica da Bacia do Paraná, que abastece cinco estados brasileiros (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul) entre os meses de junho e setembro deste ano.

Segundo o órgão federal — ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações — é primeira vez que o SNM (Sistema Nacional de Meteorologia) emite um Alerta de Emergência Hídrica, o que reforça a importância das previsões meteorológicas na antecipação e na redução de riscos para a população.

De acordo com os estudos de acompanhamento meteorológico realizados pelo SNM para o setor elétrico brasileiro, as perspectivas climáticas para a temporada de inverno 2021/2022 indicam que a maior parte da região central do país entrará em seu período com menor volume de chuvas (estação seca). 

"A previsão climática elaborada conjuntamente pelo INPE, INMET e FUNCEME indica para o período Junho-Julho-Agosto/2021 a mesma tendência, ou seja, pouco volume de chuva na maior parte da bacia do Rio Paraná. Essa previsão é consistente com a de outros centros
internacionais de previsão climática", diz o comunicado.

Total de chuva acumulada nos três primeiros meses de 2021

Segundo o SNM, a análise das chuvas entre outubro de 2019 e abril de 2021 para a bacia do Rio Paraná indicou que, com exceção de alguns meses nos quais as precipitações ficaram acima da média climatológica (dezembro/19, agosto/20 e janeiro/21), durante a maior parte do período houve predomínio de déficit de precipitação, principalmente a partir de fevereiro deste ano.

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