Militar brasileiro ficará em área especial de penitenciária em Sevilha

O segundo-sargento já passou por exames médicos e se encontraria com um assistente social, último passo antes de ingressar na área especial

O segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues

O segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues

Reprodução

O segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, preso no aeroporto de Sevilha, após ser flagrado transportando 39 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que fazia parte da equipe de apoio à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, ficará em um módulo da penitenciária da cidade espanhola reservado a agentes de forças de segurança.

O militar brasileiro já passou por exames médicos e se encontraria com um assistente social, último passo antes de ingressar na área especial do complexo penal Sevilha I.

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A ida para este módulo reservado, no entanto, ainda está pendente de definição judicial. Por se tratar de um estrangeiro, há possibilidade de que seja feita uma diferente interpretação da legislação correspondente.

De acordo com fontes consultadas pela Agência EFE, Manoel Silva Rodrigues poderia ficar preso no complexo penal durante todo o processo de instrução do caso, com a possibilidade de cumprir na Espanha uma possível condenação.

O Juizado de Instrução número 11 de Sevilha decretou a prisão provisória do brasileiro, sob a acusação de crime contra a saúde pública, em que se enquadra o tráfico de drogas na Espanha.

O segundo-sargento foi preso no avião reserva da presidência brasileira, que fazia escala técnica em Sevilha e transportava uma equipe de apoio para a comitiva de Bolsonaro, que está a caminho de Osaka, no Japão, onde acontece a cúpula do G20.

A droga, dividida em blocos e dentro de uma mala, não estava sequer disfarçada, segundo as autoridades espanholas.