Brasil Ministério Público denuncia Flávio Bolsonaro em caso da rachadinha

Ministério Público denuncia Flávio Bolsonaro em caso da rachadinha

Além do senador, foram denunciados o ex-assessor Fabrício Queiroz e mais 15 investigados no caso

  • Brasil | Do R7

Processo foi considerado "super sigiloso"

Processo foi considerado "super sigiloso"

Roque de Sá/Agência Senado - 12.06.2019

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso da "rachadinha da Alerj" pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita entre 2007 e 2018. 

O MP anunciou a denúncia na madrugada desta quarta-feira (4),  mas afirma que ajuizou o pedido no dia 19 de outubro junto ao Órgão Especial do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Na terça-feira (3), a denúncia foi encaminhada ao desembargador responsável pelo caso. 

Além de Flávio, foram denunciados Fabrício Queiroz e outros 15 investigados. Segundo o MPRJ, foi decretado "super sigilo" ao processo. 

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirma que a denúncia já era esperada. "A denúncia já era esperada, mas não se sustenta. Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o Senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada. Acreditamos que sequer será recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprio, a ser protocolizado tao logo a defesa seja notificada para tanto", afirma a nota. 

No Instagram, Flávio afirmou que não cometeu nenhuma ilegalidade. 

O que é "rachadinha"?

A rachadinha é um crime que consiste no repasse, por parte de servidores públicos ou um funcionário terceirizado de governos federal, estadual ou municipal, de parte do salário ou da remuneração para políticos e assessores parlamentares.

Essa prática está ligada a alguém que procura emprego desesperadamente e se sujeita a repassar parte dos vencimentos a quem o contrata, no caso um agente público ou um assessor.

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