Brasil MP prende ex-governadores do Rio Garotinho e Rosinha

MP prende ex-governadores do Rio Garotinho e Rosinha

Mais três pessoas também são alvo da ação, que investiga esquema fraudulento de construção de moradias populares

Garotinho

Operação foi batizada de Secretum Domus

Operação foi batizada de Secretum Domus

Reprodução/ Record TV - 03.09.2019

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) prendeu o casal de ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho. Mais três pessoas também são alvo da ação, que investiga esquema fraudulento de construção de moradias populares.

Leia mais: Rosinha Garotinho é condenada a devolver R$ 234 milhões

A operação Secretum Domus cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e em Campos dos Goytacazes, no norte do estado.

De acordo com a denúncia oferecida à 2ª Vara Criminal de Campos, investigações mostraram superfaturamento em contratos entre a prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas Morar Feliz I e II, durante o mandato de Rosinha Garotinho como prefeita do município do norte fluminense (de 2009 a 2016).

A ex-governadora Rosinha Garotinho, que também foi prefeita de Campos (RJ)

A ex-governadora Rosinha Garotinho, que também foi prefeita de Campos (RJ)

Reprodução/ Record TV Rio

O Ministério Público identificou o superfaturamento de mais de R$ 62 milhões nos contratos fechados com a construtora. No total, o valor das licitações ultrapassaram R$ 1 bilhão. O prejuízo causado aos cofres do município pelo superfaturamento das obras, é de ao menos R$ 62 milhões, indica o MP.

De acordo com a Promotoria, as contratações, além de superfaturadas, foram "pagamento sistemático de quantias ilícitas, em espécie, em favor dos ex-governadores". As investigações identificaram o recebimento de R$ 25 milhões em propinas pagas pela Odebrecht.

Confira a nota de defesa dos ex-governadores:

“A defesa dos ex governadores Rosinha e Garotinho afirma que a prisão determinada pela segunda vara criminal de Campos é absolutamente ilegal, infundada e se refere a supostos fatos pretéritos. A defesa enfatiza que a prefeitura de Campos pagou apenas pelas casas efetivamente prontas e entregues pela construtora Odebrecht. A defesa enfatiza ainda que a Odebrecht considerou ter sofrido prejuízo no contrato firmado com a prefeitura de Campos e ingressou com ação contra o município para receber mais de 33 milhões de reais. A ação ainda não foi julgada e em janeiro deste ano a justiça determinou uma perícia que sequer foi realizada.

A defesa estranha, portanto, que o Ministério Público fale em superfaturamento quando a própria empresa alega judicialmente ter sofrido prejuízo. A defesa de Rosinha e Garotinho lamentam a politização do judiciário de Campos e do Ministério público Estadual, que teve vários de seus integrantes denunciados pelo ex governador Antony Garotinho à Procuradoria Geral da República.

A defesa vai recorrer da decisão".