Operação Lava Jato
Brasil Prisão de Temer é motivada por investigação sobre Eletronuclear

Prisão de Temer é motivada por investigação sobre Eletronuclear

Autoridades cumprem oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 26 de busca e apreensão em quatro estados brasileiros

Temer

Temer e Moreira Franco foram presos nesta quinta-feira (21)

Temer e Moreira Franco foram presos nesta quinta-feira (21)

Ueslei Marcelino-04.abr.2018/Reuters

O ex-presidente Michel Temer foi preso na manhã desta quinta-feira (21) em decorrências das investigações de desvios na Eletronuclear. 

Segundo o MPF-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), a operação Descontaminação é um desdobramento das operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, todas da Lava Jato do Rio de Janeiro. 

As autoridades cumprem oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 26 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo,Paraná e Distrito Federal.

Confira as acusações contra Michel Temer, preso pela Lava Jato

O pedido de prisão de Temer é preventivo. Também foram alvos de mandados de prisão João Baptista Lima Filho (Coronel Lima), o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo.

Os alvos de mandados de prisão temporária foram Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann. Foi determinada, ainda, a realização de busca e apreensão nos endereços desses investigados, assim como de Maristela Temer, Othon Luiz Pinheiro da Silva, Ana Cristina da Silva Toniolo e Nara de Deus Vieira. Também foram realizadas buscas nas empresas vinculadas aos investigados.

São apurados os crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. 

Após celebração de acordo de colaboração premiada com um dos envolvidos e o aprofundamento das investigações, foi identificado sofisticado esquema criminoso para pagamento de propina na contratação das empresas Argeplan, AF Consult Ltd e Engevix para a execução do contrato de projeto de engenharia eletromecânico 01, da usina nuclear de Angra 3.

Segundo o MPF-RJ, a propina foi paga no final de 2014 com transferências totalizando R$ 1 milhão e 91 mil  empresa da Alumi Publicidades para a empresa PDA Projeto e Direção Arquitetônica, controlada por Coronel Lima.

Para justificar as transferências de valores foram simulados contratos de prestação de serviços da empresa PDA para a empresa Alumi. O empresário que pagou a propina afirma ter prestado contas de tal pagamento para o Coronel Lima e Moreira Franco.

As investigações também apontam o pagamento de R$ 10 milhões e 859 mil a AF Consult do Brasil. Veja o mandado de prisão: