Brasil Relator da PEC diz que alterar mais a proposta vai atrasar o Brasil

Relator da PEC diz que alterar mais a proposta vai atrasar o Brasil

Deputado afirmou que não deve fazer nenhuma mudança no texto para que auxílio emergencial volte o mais rápido possível

Agência Estado
PEC para trazer auxílio emergencial deve ser votada na próxima quarta (10)

PEC para trazer auxílio emergencial deve ser votada na próxima quarta (10)

Reprodução Câmara dos Deputados

O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial na Câmara, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), deu sinais de que pode manter o texto, como o aprovado pelo Senado, sem alterações para dar celeridade à aprovação da medida.

"Nós precisamos fazer o Brasil voltar a crescer, então, a urgência dessa matéria é evidente, nós precisamos dar celeridade nesse processo. Qualquer alteração nessa PEC, ela faz o Brasil atrasar. Portanto, nós vamos discutir, vamos conversar, e tentar acelerar o mais rápido possível o andamento dessa PEC", disse. "Aquilo que for prioridade, certamente, nós vamos manter e certamente, os pares vão discutir muito sobre cada detalhe."

A PEC autoriza a volta do auxílio emergencial e foi aprovada em primeiro turno pelo Senado na quarta-feira (3), e em segundo turno na quinta-feira (4). O texto agora precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados. Além de autorizar o pagamento de uma nova rodada do benefício aos vulneráveis, a proposta cria uma espécie de "protocolo de crise" para ser acionado no futuro, o que foi celebrado pela equipe econômica.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), designou ontem mesmo Freitas como relator. A ideia é iniciar a discussão do texto em plenário na terça-feira (9) e concluir a votação em dois turnos até quarta-feira (10). Impasses e falta de acordo em trechos no relatório, no entanto, podem atrasar esse cronograma. Uma alteração do mérito do texto obriga a PEC ser votada novamente pelo Senado.

Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem se reuniu nesta tarde, Freitas afirmou ainda que acredita que até segunda-feira (8) terá uma minuta do texto para apresentar aos deputados.

"Encaminhamos nosso projeto, essa é a PEC mais importante", disse o ministro. "PEC emergencial tem compromisso com saúde e responsabilidade fiscal."

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