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A empresários, Lula afirma que acordo Mercosul-União Europeia será concluído até o fim do ano

Na Bolívia, presidente declarou que, da parte do bloco sul-americano, acordo está ‘totalmente pronto’. ‘Falta europeus se arranjarem’, disse

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília


Lula voltou a defender integração Ricardo Stuckert/Presidência da República - 8.7.2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (9) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, discutido há mais de 20 anos, vai ser concluído até o fim de 2024. Em um fórum empresarial em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com produtores brasileiros e bolivianos, o petista afirmou que a finalização depende apenas da parte europeia.

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“Não vamos desprezar a Europa, porque é muito importante”, afirmou Lula, ao comentar que as relações comerciais do Brasil com os demais países da América do Sul e com o continente africano foram estreitadas em seus governos.

“Aliás, quero dizer para os empresários que, se depender do que nós fizemos até agora, este ano nós vamos firmar o acordo da União Europeia com o Mercosul. Da nossa parte, está totalmente pronto e tudo acordado. O que falta, agora, são os europeus se arranjarem, para diminuir as divergências entre eles, porque nós estamos prontos para recebê-los”, completou.

Se concluído, o tratado vai formar uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, com quase 720 milhões de pessoas, 20% da economia global e 31% das exportações mundiais de bens. “A gente tava cansado de eles dizerem que éramos nós que não queríamos fazer acordo, pois bem, nós nos preparamos, fizemos a proposta, está aprovada a proposta. Agora, depende da companheira Ursula von der Leyen, chefe da delegação europeia, sentar na mesa e a gente fechar, finalmente”, completou Lula.

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Críticas

Um dos países europeus mais críticos ao acordo é a França. Os principais entraves são compras governamentais, pontos relacionados às mudanças climáticas e produção agrícola francesa. Quando veio ao Brasil em março deste ano, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que não defende o acordo e avaliou o texto como “péssimo”. Para ele, “precisa ser renegociado do zero”.

Na avaliação de Macron, o ato pode afetar negativamente a competitividade dos franceses em relação aos sul-americanos, principalmente, na questão agrícola. As negociações foram suspensas no início deste ano em função das eleições para o parlamento europeu, que ocorreram em junho. Agora, a expectativa é que as conversas se intensifiquem.

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Em junho, durante encontro do G7 na Itália, Lula afirmou que o presidente francês se mostrou mais flexível em relação às tratativas do acordo. Macron, contudo, pediu para que o brasileiro esperasse as novas eleições no país, cujo segundo turno ocorreu nesse domingo (7).

Petrobras e América do Sul

No fórum empresarial desta terça (9), o petista voltou a defender a integração sul-americana e declarou que “o desenvolvimento de infraestruturas comuns é a base para um continente mais próspero e mais unido”. “E pode ficar certo que isso vai acontecer grande parte ainda no meu governo, porque não é um discurso, é quase que uma profissão de fé. Eu já fiz muito discurso na América do Sul, mas é preciso transformar esses discursos teóricos em coisas práticas”, destacou, ao enaltecer a produção empresarial.

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“E coisas práticas quem faz são vocês, empresários. A gente abre a cancela, a gente abre a porteira, mas quem tem que fincar o pé para a coisa começar a produzir e dar certo são vocês, empresários, que sabem fazer negócio, comercializar e fazer o que investir para que possa ter os lucros que vocês almejam”, acrescentou.

Lula também destacou a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no fórum e afirmou que ela era “a pessoa mais importante” no evento. O petista afirmou que a empresa brasileira quer aumentar a produção de gás natural da subsidiária na Bolívia.

Em discurso no mesmo fórum, Magda reforçou o interesse. “Hoje o mercado consumidor brasileiro demanda 50 milhões de m³ de gás natural por dia. Acreditamos que esse mercado pode ser triplicado, alcançando 150 milhões de m³ diários. Esse gás servirá como insumo para a indústria petroquímica e para a produção de fertilizantes. A condição é que sejamos capazes de fazê-lo chegar ao Brasil a preços acessíveis”, destacou.



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