O Ministério da Gestão e da Inovação anunciou nesta segunda-feira (31) algumas mudanças para a segunda edição do CPNU (Concurso Público Nacional Unificado), o chamado “Enem dos Concursos”. Entre elas, está a substituição do sistema de “bolinhas” para o preenchimento dos cartões de resposta por um código de barras e realização de campanhas específicas para mulheres.Em abril, a pasta espera lançar o Termo de Referência para a escolha da banca do segundo concurso, com a realização das provas no segundo semestre de 2025 e homologação até junho de 2026. A ideia do governo é tornar o certame mais frequente, mas com menos vagas. A primeira edição do concurso, que custou R$144,4 milhões, disponibilizou 6.640 vagas para cargos em mais de 20 órgãos federais. O edital para a segunda edição sofrerá mudanças. Diferente do primeiro Enem dos Concursos, que teve oito documentos separados, desta vez o edital passará a ser unificado para todos os blocos temáticos. Em relação aos cargos, serão incluídas duas novas carreiras transversais: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico. Segundo a ministra da pasta, Esther Dweck, não haverá uma edição do CPNU em 2026 devido ao calendário eleitoral. “Por ser ano de eleição, é muito mais difícil realizar o concurso. Temos que homologar todos os resultados antes do início do período eleitoral”, disse.A substituição do sistema de “bolinhas” para o preenchimento dos cartões de resposta por um código de barras ocorre devido aos problemas presenciados por alguns candidatos durante a etapa de identificação na edição de 2024. “Com o código de barras, cada prova será vinculada automaticamente ao candidato, sem risco de confusão”, disse a ministra. Com o novo sistema, cada caderno de questões virá com um código único, que identificará o candidato sem revelar seus dados pessoais aos corretores. De acordo com o ministério, a adoção de campanhas voltadas a mulheres foi pensada devido à distorção no número de mulheres aprovadas em comparação aos cargos sociais e de tecnologia. “Quando analisamos os blocos separadamente, vemos uma distorção alarmante. Enquanto nas carreiras sociais e educacionais as mulheres são 60% dos aprovados, em TI esse número despenca. Isso reflete um problema estrutural que começa nas escolhas profissionais e se perpetua nos concursos”, explicou Esther Dweck. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp