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‘As emendas Pix, como elas existiam, não existirão mais’, diz Padilha

Ministro falou a jornalistas sobre prioridades do governo após reunião do presidente Lula com líderes da base no Congresso Nacional

Brasília|Jéssica Gotlib, do R7, em Brasília

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Padilha comentou prioridades do governo para o segundo semestre Gil Ferreira/Ascom SRI - 26.08.2024

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo trabalha por mais transparência na destinação de verbas de emendas parlamentares. “Definitivamente as emendas Pix, como elas existiam, não existirão mais”, declarou em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (26). O encontro ocorreu após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e congressistas da base aliada no Palácio do Planalto.

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“Nós vamos instituir emendas de transferência a fundo a fundo, rastreável, onde o próprio parlamentar pode definir qualquer objeto importante, além indicar o município, indicar o objeto, ter plano de trabalho por parte do município, aprovação desse plano de trabalho para que você possa ter a definição de para onde vão os recursos”, detalhou.

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Disputa entre os Três Poderes

As emendas Pix estiveram no centro de uma divergência entre os Três Poderes nas últimas semanas, depois que foi apontado que elas são pouco transparentes e rastreáveis, assim como as antigas emendas de relator (RP9). Criadas em 2019, e identificadas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) sob a rubrica RP6, elas compõem despesas indicadas pelo Congresso Nacional, mas que obrigatoriamente devem ser pagas pelo Poder Executivo.

Esse tipo de transação permite a transferência direta de recursos da União a estados e municípios, mas a maior parte dos questionamentos está ligada ao fato de que deputados e senadores indicam o ente que vai receber a verba, sem informar em que ela deve ser aplicada.

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Em 14 de agosto, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a execução dessas emendas até que fossem estabelecidas regras claras de transparência. No último dia 20, representantes dos três poderes se reuniram para chegar a um consenso sobre o tema.

Ficou acordado que os recursos deverão ser identificados previamente e priorizarão obras inacabadas, com prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU).

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