O ex-presidente Jair Bolsonaro vai depor a favor do ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Marques em processo administrativo que apura improbidade. A decisão, determinada pela Justiça Federal de Santa Catarina na segunda-feira (14), atende o pedido da defesa de Vasques, que indicou Bolsonaro como testemunha de defesa e argumentou que um depoimento por escrito poderia prejudicar o direito à defesa e ao contraditório. Conforme determinado, o ex-presidente terá que prestar o depoimento de forma oral, e não por escrito. Além do ex-presidente, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres também foi apontado como testemunha.Silvinei Vasques é investigado pela CGU (Corregedoria-Geral da União) por sua atuação na corporação durante as eleições de 2022, quando fez declarações públicas em apoio a Bolsonaro, pedindo votos ao então candidato à reeleição. O caso pode cassar sua aposentadoria como policial rodoviário federal.A investigação começou dentro da Corregedoria da própria PRF, mas o tema foi transferido posteriormente à CGU. Além disso, ele é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por uma suposta interferência da PRF no segundo turno das eleições presidenciais.Por esse caso, foi preso em agosto de 2023 e solto um ano depois por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Como medida alternativa, o magistrado determinou que Silvinei tem que usar tornozeleira eletrônica e fica proibido de usar as redes sociais e de portar arma. Ele também teve seu passaporte cancelado.O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança pública do DF Anderson Torres disse em depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira (14) que “não organizou nem interferiu nas operações da PRF (Polícia Rodoviária Federal) durante as eleições” e que “nenhum eleitor deixou de votar por ser baiano ou nordestino”. Além disso, pediu a reconsideração do indiciamento dele.O depoimento ocorreu em investigação sobre as blitze da PRF durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Além de Torres, os outros cinco indiciados do caso estão sendo ouvidos esta semana e o relatório final deve ser entregue ao STF até o fim da semana (leia mais aqui).