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Caso Marielle: delegado diz que nunca falou com irmãos Brazão, segundo advogados

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa foi ouvido pela primeira vez

Brasília|Do R7, em Brasília

Rivaldo foi preso em março Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

Em depoimento colhido nesta segunda-feira (3), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, afirmou que nunca falou com os irmãos Brazão, presos por envolvimento na morte de Marielle. Rivaldo está preso de forma preventiva por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) na Penitenciária Federal de Brasília.

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O advogado Marcelo Ferreira afirma que o ex-chefe reforçou que não tinha envolvimento com os irmãos, e que “nunca esteve com essas pessoas, que nunca falou com essas pessoas”. “Ficou claro no depoimento que ele não teve contato com ninguém”, explica.

A defesa afirma que vai solicitar “urgentemente” que um inquérito policial paralelo, que investiga os mandantes do crime e supostamente ouviu 200 pessoas, seja incluído nos autos. “Nossa ideia é verificar a importância dessas informações e como elas vão repercutir no inquérito que está tramitando no Supremo”, resume.

Acusação contra Rivaldo

A Polícia Federal afirma que Rivaldo tentou obstruir as investigações e “foi o responsável por ter o controle do domínio final do fato [assassinato de Marielle], ao ter total ingerência sobre as mazelas inerentes à marcha da execução, sobretudo, com a imposição de condições e exigências”.

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A denúncia da PGR entregue ao STF diz que o ex-chefe da Polícia Civil do RJ “concorreu para as infrações, empregando a autoridade do cargo de chefia que então ocupava na estrutura da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, para oferecer a garantia necessária aos autores intelectuais do crime de que todos permaneceriam impunes”.

Ferreira contesta as afirmações. “Rivaldo foi preso e denunciado sem ter sido ouvido. Em momento algum ele interferiu nas investigações da Polícia Civil. Ele era o chefe da Polícia, estava na cúpula. Não tinha a menor condição de estar fazendo gestão de um inquérito lá embaixo.”

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Irmãos Brazão

O deputado federal Chiquinho Brazão e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, foram presos em março deste ano, junto com Rivaldo, por envolvimento na morte de Marielle. De acordo com a investigação, os presos são os autores intelectuais dos homicídios da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Eles também são suspeitos da tentativa de assassinato de Fernanda Chaves, assessora de Marielle.

Os três foram denunciados pelos seguintes crimes:

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• homicídio triplamente qualificado praticado em concurso de pessoas contra Marielle;

• homicídio quadruplamente qualificado praticado em concurso de pessoas contra o motorista de Marielle, Anderson Gomes;

• tentativa de homicídio quadruplamente qualificado praticado em concurso de pessoas contra a assessora de Marielle, Fernanda Gonçalves Chaves

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