Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

CCJ do Senado discute PEC da autonomia do Banco Central nesta terça-feira

Um dos participantes da discussão será Henrique Meirelles, ex-presidente do BC;

Brasília|Victoria Lacerda, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
CCJ do Senado discute PEC da autonomia do Banco Central nesta terça
CCJ do Senado discute PEC Saulo Cruz/Agência Senado - 12/06/2024

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado vai discutir nesta terça-feira (18) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que propõe conceder autonomia orçamentária e financeira ao BC (Banco Central). Um dos participantes da discussão será Henrique Meirelles, ex-presidente do BC.

LEIA TAMBÉM

Segundo o relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), a análise e votação da proposta na comissão foram compromissos assumidos pelo presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-SP). No entanto, ainda não há data definida para a apreciação do texto, que já estava na pauta na semana passada, mas não foi discutido pelo colegiado.


A PEC, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD/GO), propõe desvincular o orçamento do BC dos repasses da União, transformando-o em uma empresa pública. Com isso, o banco utilizará suas próprias receitas para financiar suas operações, sem depender do governo federal.

Atualmente, o BC é uma autarquia de natureza especial responsável pela execução das políticas definidas pelo Conselho Monetário Nacional para controlar a inflação. Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou uma lei complementar que conferiu autonomia operacional ao banco.


Caso a PEC seja aprovada, o BC se tornará uma empresa pública com autonomia técnica, operacional, administrativa, orçamentária e financeira. A proposta inclui a criação de uma lei complementar que definirá os objetivos, a estrutura e a organização do banco, garantindo sua gestão autônoma sob supervisão do Congresso Nacional, responsável pela aprovação do orçamento anual do banco.

O substitutivo apresentado por Plínio Valério incorpora uma trava para controlar o crescimento das despesas com pessoal e outros investimentos do BC. A política monetária, incluindo a definição das metas de inflação, continuará sob responsabilidade do Conselho Monetário Nacional.

Adicionalmente, o relator aceitou uma emenda para que o BC apresente um plano estratégico plurianual ao CMN, orientando suas ações para cumprir seus objetivos institucionais. A fiscalização contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial do BC será exercida pelo Congresso Nacional, com o auxílio do TCU (Tribunal de Contas da União) e do sistema de controle interno do próprio banco.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.