Ceasa do RS retoma atividades a partir desta segunda após enchentes
No primeiro dia, funcionamento será das 12h30 às 18h; central ficou submersa devido as fortes chuvas que atingiram o RS no fim de abril
Enchentes no Rio Grande do Sul|do R7, em Brasília, com informações Agência Brasil
Depois de ficar submersa durante as enchentes que afetaram várias cidades e a capital Porto Alegre há um mês, a Ceasa-RS (Central de Abastecimento do Rio Grande do Sul) retoma, a partir desta segunda-feira (17), suas atividades na sede que fica no bairro Anchieta, em Porto Alegre. A empresa informa que no primeiro dia de funcionamento o horário será das 12h30 às 18h, e a partir de terça-feira (18) as atividades vão ocorrer nos horários regulares.
A Ceasa ficou um mês afastada de sua sede no Anchieta devido à inundação que atingiu todo o complexo. O nível da água chegou a 2,80 metros. Para evitar o desabastecimento no período da catástrofe climática, a Ceasa operou de forma provisória no Centro de Distribuição das Farmácias São João, no km 80 da Freeway, em Gravataí.
Na estrutura improvisada, foram comercializadas quase 11 mil toneladas de hortigranjeiros. Das 311 empresas atacadistas, 102 participaram em algum momento da Ceasa provisória, além de 460 dos 1.570 produtores cadastrados. Antes da abertura dos portões amanhã, às 11h30, um ato será realizado e terá a presença de autoridades locais.
Regiões afetadas
As chuvas que começaram no fim de abril afetaram 478 municípios do Rio Grande do Sul e cerca de 2,3 milhões de moradores. Ao todo, a Defesa Civil estima 422 mil desalojados, 10,7 mil pessoas em abrigos, 806 feridos e 39 desaparecidos. 176 mortes já foram confirmadas. Os dados são do último boletim publicado pelo órgão e atualizado na sexta-feira (14).
Neste domingo, algumas regiões do estado seguem em alerta de chuva intensa e risco de alagamentos, conforme aviso emitido pela manhã pela Defesa Civil. O órgão orienta que a população ligue em caso de emergência para o 190 ou 193. Caso a população seja surpreendida pelo tempo severo, o recomendado é buscar abrigo e não atravessar alagamentos a pé ou mesmo de carro.