Brasília CGU pede ao Supremo acesso à delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro

CGU pede ao Supremo acesso à delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro

A instituição quer ainda elementos entregues pelo militar que tenham relação com as joias recebidas na Arábia Saudita

  • Brasília | Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

CGU quer detalhes da delação de Cid

CGU quer detalhes da delação de Cid

Lula Marques/Agência Brasil - 11/7/2023

A Controladoria-Geral da União (CGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento da delação premiada do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), à Polícia Federal. A instituição solicitou ainda elementos entregues que tenham relação com as joias recebidas na Arábia Saudita por uma comitiva oficial e com as supostas fraudes no cartão de vacinação do ex-presidente.

Para a CGU, serão úteis para as investigações outros elementos colhidos nos inquéritos que auxiliem na responsabilização administrativa de servidores e ex-servidores públicos federais que possam estar envolvidos com o assunto. A entidade cita relatórios, registros fotográficos, filmagens, informações de transferências bancárias, quebra de sigilo telemático, quebra de sigilo telefônico, quebra de sigilo de dados, informações prestadas em depoimentos de testemunhas e interrogatórios.

A instituição quer ainda os registros de conversas mantidas pelo militar por meio de aplicativos de mensagens eletrônicas com Júlio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal; Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia; e Marcelo Câmara, assessor do ex-presidente Bolsonaro.

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A Controladoria-Geral da União também requer o acesso a diálogos com outras pessoas a respeito do lançamento de registros falsos de vacinação contra a Covid-19 na carteira de vacinação do ex-chefe do Executivo federal.

Em 9 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes homologou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e concedeu liberdade provisória a ele. O militar estava preso desde maio sob a suspeita de fraude em cartões de vacinação. Ele também é suspeito de participação no caso das joias presenteadas por governos estrangeiros, dos atos do 8 de Janeiro e de uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Apesar da liberdade, Cid cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair à noite e aos fins de semana, vedação do uso de redes sociais e suspensão do porte de arma de fogo. Um novo mandado de prisão poderá ser decretado em caso de descumprimento das medidas cautelares.

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