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Comissão da Câmara Legislativa do DF aprova passe livre para todas as pessoas com deficiência

Projeto precisa ser aprovado em plenário; DF tem quase 30 mil pessoas cadastradas na Secretaria da Pessoa com Deficiência

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Projeto precisa passar por outras comissões Toninho Tavares/Agência Brasília - Arquivo

A CTMU (Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana) da CLDF (Câmara Legislativa do DF) aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto de lei que garante transporte público gratuito para pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial, independente da renda. O benefício seria válido mediante a apresentação da Carteira da Pessoa com Deficiência.

O projeto de lei, de autoria do deputado Iolando (MDB), tem objetivo de alinhar as legislações sobre o assunto. A gratuitidade do transporte público para pessoas com deficiência lá é previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência do DF (lei 6.637/20), mas a lei 566 de 1993 determina que esse benefício é restrito a pessoas com deficiência que tenham renda de até três salários mínimos.

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Segundo o texto do projeto de lei, a limitação do benefício “é incompatível com a nova legislação, mais abrangente e inclusiva, disposta no Estatuto da Pessoa com Deficiência, que prevê a gratuidade para todas as pessoas com deficiência, independentemente de sua renda”.

O projeto de lei também garante que acompanhantes de pessoas com deficiência possam utilizar o transporte público de forma gratuita caso exista prescrição médica que comprove a necessidade de acompanhantes. O texto define que até três pessoas podem ser indicadas como acompanhantes, mas o direito de gratuidade é restrito a apenas um acompanhante por viagem.

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Pessoas com deficiência são “aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em equidade de condições com as demais pessoas”, segundo o Estatuto.

A lei também prevê que pessoas com insuficiência renal crônica, doença de Crohn, câncer, transtornos mentais graves, Aids, mucoviscosidade, hemofilia e esclerose múltipla têm direito ao passe livre.

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Segundo a SEPD (Secretaria da Pessoa com Deficiência), 28.665 pessoas no DF tiveram o cadastro de aprovado para a Carteira de Pessoa com Deficiência até setembro deste ano. Esse número inclui aqueles que possem TEA (Transtorno do Espectro Autista).

O projeto de lei precisa ser avaliado pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais), CEOF (Comissão de Economia, Orçamento e Finanças) e CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e em plenário.

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