Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

Comissão do Senado terá mais 30 dias para votar relatório final sobre inteligência artificial

Pela quinta vez, colegiado terá mais tempo para analisar matéria de regulamentação da IA

Brasília|Do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Funcionamento da Comissão já foi adiado cinco vezes Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão Temporária Interna sobre Inteligência Artificial do Senado terá mais 30 dias para votar o relatório final da regulamentação da IA (inteligência artificial). O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), vice-presidente da comissão, pediu nesta quarta-feira (13) ao plenário um prazo maior para a conclusão dos trabalhos do senador Eduardo Gomes (PL-TO), relator do texto substitutivo que proíbe o desenvolvimento de sistemas de IA de risco excessivo, como o de armas autônomas ou os que discriminam o acesso a serviços públicos.

Leia mais

O projeto inicial é de autoria do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Essa é a quinta vez que o Senado prorroga o funcionamento da comissão. Segundo Pontes, o novo pedido de mais prazo se dá pela “complexidade do tema”.

‌

“A necessidade de, mais uma vez, se prorrogar o prazo de vigência da Comissão Temporária Interna sobre Inteligência Artificial justifica-se uma vez que a conclusão da análise da matéria nesta Casa até este momento não foi concluída. A complexidade e relevância do tema ainda exigem, por parte do relator da matéria, reflexão e amadurecimento sobre o texto a ser apresentado e votado”, disse ele.

A comissão foi criada por Pacheco em agosto de 2023 para analisar projetos sugeridos antes e durante os trabalhos de uma comissão de juristas que apresentou um texto-base sobre o uso da inteligência artificial e outros projetos com o mesmo tema.

‌

Entre as propostas abordadas pelo projeto, estão a definição de princípios éticos para IA, criação de uma Política Nacional de Inteligência Artificial, regulação do uso de IA em áreas como publicidade e justiça, além de mecanismos de governança e responsabilização.

Regulamentação da IA

O texto substitutivo de Gomes determina que um sistema de inteligência artificial passe por uma avaliação preliminar dos desenvolvedores e fornecedores para determinar um grau de risco.

‌

O texto deixou de fora a regulamentação aos sistemas desenvolvidos exclusivamente para fins de defesa nacional, pesquisa e os que não forem disponibilizados no mercado.

A regulamentação também não inclui os sistemas usados por pessoas físicas apenas para fins particulares e não econômicos.

Destaques da proposta

  • O texto traz a consolidação do Sistema de Governança de Inteligência Artificial para estabelecer uma coordenação do ambiente regulatório por uma autoridade central, permitindo a atuação especializada com poderes de fiscalização das agências reguladoras setoriais;
  • Previsão da criação de um painel de especialistas de IA, a exemplo do que está propondo a ONU (Organização das Nações Unidas) e seguindo exemplo adotado na União Europeia;
  • Proibição total de armas letais autônomas (armas que combinam inteligência artificial e algoritmos para analisar dados em tempo real e decidir como atacar);
  • Traz proteção de direitos autorais para garantir parâmetros justos aos criadores de conteúdo, incluindo notícias;
  • Flexibilização do uso de reconhecimento facial para interesses de segurança pública e justiça criminal;
  • Previsão de políticas de fomento para o desenvolvimento da IA no Brasil.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.