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Comissão no Senado deve decidir nesta terça se legaliza cigarro eletrônico

Atualmente, produção e venda de cigarro eletrônico é proibido pela Anvisa; regulamentação pode render R$ 2,2 bilhões em impostos

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Comissão do Senado adia votação Joédson Alves/Agência Brasil

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado pode votar nesta terça-feira (20) o projeto de lei que legaliza os cigarros eletrônicos no Brasil. Atualmente, a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses dispositivos são proibidos. A votação do texto foi adiada várias vezes devido à falta de consenso entre os senadores.

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O cigarro eletrônico é um dispositivo com bateria que simula o ato de fumar sem queimar tabaco. Ele aquece um líquido, geralmente com nicotina e aromatizantes, e transforma esse líquido em vapor para inalação. Os produtos estão em diferentes formatos, como canetas ou dispositivos que lembram pen drives.

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Apesar de ser proibido no Brasil desde 2009 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os cigarros eletrônicos ainda são encontrados no mercado e comercializados de forma ilegal.

O relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO) recomenda a aprovação do projeto, mas propõe algumas alterações ao texto original. Entre as mudanças, o senador aumentou a multa para quem vender cigarros eletrônicos a menores de 18 anos. No texto original, apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), a multa era de R$ 10 mil. Com a modificação, o valor foi dobrado para R$ 20 mil.

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O texto também define conceito de DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar) e estabelece uma série de requisitos para a comercialização desses produtos.

A senadora Soraya Thronicke argumenta que diversos países já regulamentaram o uso de cigarros eletrônicos e destaca que a importação e o comércio ilegal desses dispositivos resultam em perdas de arrecadação de impostos para o Brasil. Com a regulamentação, a arrecadação anual em tributos poderia alcançar cerca de R$ 2,2 bilhões.

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“A posição brasileira de simplesmente proibir a comercialização, a importação e a propaganda é o mesmo que tapar o sol com a peneira. A utilização dos cigarros eletrônicos é crescente e seus usuários não recebem nenhum tipo de proteção ou orientação por parte do Estado”, afirma.

Os senadores contrários à matéria argumentam que a regulamentação dos cigarros eletrônicos pode aumentar a pressão sobre o SUS (Sistema Único de Saúde), gerar uma maior demanda por cuidados familiares e resultar em perda de produtividade na economia. Além disso, 34 organizações de saúde enviaram uma carta aberta aos senadores, pedindo que a proposta não seja aprovada.

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Outros projetos na pauta

A CAE também deve votar outros projetos neste terça. Um deles prevê uma série de incentivos e isenções fiscais para a indústria nacional de semicondutores e para o setor de tecnologia da informação e comunicação.

Entre as medidas propostas, está a autorização para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) atuem na estruturação e no apoio financeiro a empreendimentos ligados a semicondutores. O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à aprovação do texto.

Outros projetos em pauta incluem a regulamentação da profissão de cuidador de pessoas e cuidador social, a consideração de despesas médicas relacionadas à instrução de pessoas com transtorno do espectro autista para fins de dedução na base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e a inclusão de automóveis de passageiros, bebidas alcoólicas e perfumes no regime fiscal aplicado à entrada de mercadorias estrangeiras nas Áreas de Livre Comércio de Boa Vista (RR).

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