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Congresso quer mudar emendas parlamentares até novembro para incluir no Orçamento

Relator do Orçamento de 2025, senador Angelo Coronel, se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para negociar proposta

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento 2025 Roque de Sá/Agência Senado

O relator do Orçamento de 2025, senador Angelo Coronel (PSD-BA), afirmou nesta terça-feira (22) que o projeto de lei sobre as emendas parlamentares deve ser votado até a primeira quinzena de novembro tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Mais cedo, Angelo Coronel se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para apresentar o texto que propõe uma solução para o empenho das emendas parlamentares impositivas, atualmente suspensas por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

A celeridade na busca de um consenso e na tramitação da proposta visa garantir que as mudanças sejam incluídas no projeto de lei do Orçamento de 2025.

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“Acredito que, na primeira quinzena do mês que vem, esse PLP esteja aprovado para que possamos tê-lo como base para as regras do Orçamento de 2025, do qual sou relator. Apenas o início da tramitação já garante esse destravamento, digamos assim, da discussão do acordo no Supremo”, afirmou.

Segundo o senador, a intenção é concluir um acordo sobre o assunto até quarta-feira (23) e protocolar a proposta até a próxima segunda-feira (28). Além disso, ele planeja pedir uma reunião com o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para discutir ajustes no texto.

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Como deve ser o texto do projeto de lei

A proposta apresentada pelo senador prevê que emendas parlamentares serão distribuídas de forma mais transparente, com redução no número de emendas por bancada (de 15-20 para cerca de 10-12). A distribuição seguirá critérios de proporcionalidade entre os partidos.

Além disso, quando um parlamentar destinar recursos a um município via transferência especial, as chamadas “emenda Pix”, será enviado um comunicado à Câmara de Vereadores e aos tribunais de contas. O município será responsável por monitorar a execução das obras.

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Outro ponto do projeto proíbe parlamentares de destinarem emendas para estados que não sejam suas bases, salvo em casos de projetos de interesse nacional, como hospitais que atendem em todo o país.

Angelo Coronel afirmou que Lira fez sugestões e que o texto será ajustado de acordo com as recomendações do presidente da Câmara.

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