Brasília Cresce o número de multas por desrespeito à faixa de pedestre

Cresce o número de multas por desrespeito à faixa de pedestre

Levantamento do Detran-DF aponta aumento de 32% nos flagrantes de desrespeito à faixa

  • Brasília | Do R7, com Record TV

Nos primeiros seis meses deste ano, já foram 4466 multas.

Nos primeiros seis meses deste ano, já foram 4466 multas.

Divulgação/TJDFT

Um levantamento feito pelo Detran-DF revelou que os flagrantes de desrespeito à faixa de pedestres no Distrito Federal subiram 32% no primeiro semestre deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2020 foram aplicadas 3388 multas por esse tipo de infração. Nos primeiros seis meses deste ano, já foram 4466 multas.

O Detran tem feito diversas campanhas para conscientizar motoristas e pedestres sobre a importância do uso da faixa, e de fazer o chamado sinal de vida. E o brasiliense já se acostumou a fazer o sinal de vida antes de cruzar as faixas de pedestre antes de atravessar a via. O diretor do Detran-DF, Marcelo Granja, destaca que se o pedestre está na via, sobre a faixa, o direito é dele e desrespeitar esse direito é uma infração gravíssima prevista no artigo 214.

A aposentada Teresinha Duarte diz que são comuns os motoristas que ignoram o sinal de vida e não param na faixa. “Tem sempre um maluco que passa com tudo”, afirma.

Desrespeito e morte

Já são dois meses desde que Sheila Mendonça, que tinha 42 anos, morreu após ser atropelada na faixa de pedestres no dia 2 de julho, na QNL13 em Taguatinga Norte. As imagens de um circuito de câmeras de segurança flagraram o momento em que um carro atropela Sheila quando ela atravessava na faixa. A vítima foi arrastada por mais de 90 metros diante dos olhos da filha, de 17 anos. A família dela até hoje não entende por que o motorista não parou na faixa quando Sheila atravessava.

A irmã de Sheila, Élika Mendonça, expressa revolta. “É uma tristeza saber que perdi uma pessoa querida e quem matou continua solto, vivendo a vida como se nada tivesse acontecido. É revoltante”, lamenta. A outra irmã de Sheila, Valéria Mendonça, diz que espera justiça.

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