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Denúncias de violência contra idosos crescem 49,5% no Distrito Federal, aponta TJDFT

Em 2022, foram registrados 2028 denúncias, enquanto no ano passado número chegou a 3033; 54% dos agressores são os próprios filhos

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília


Filhos são principais autores de violência contra idosos Tony Winston/Agência Brasíli

As denúncias de violência contra idosos no Distrito Federal cresceu 49,5% entre 2022 e o ano passado. Os dados do Disque 100 apontam para o crescimento de 2028 denúncias, para 3033 em 2023, segundo levantamento feito pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios. A 5ª Edição do Mapa da Violência contra a Pessoa Idosa no DF, lançada nesta segunda-feira (15/4), também revela que 54% dos agressores são os próprios filhos dos idosos. Ao todo, 1.845 denúncias são feitas contra os próprios filhos dos idosos, sendo a maioria do sexo masculino. Outros agressores mais comuns são familiares, cônjuges e netos.

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Segundo o IBGE 2022, o DF tem 364 mil pessoas com 60 anos ou mais, o que representa quase 13% da população do DF, que está totalizada em 2,8 milhões de pessoas. O documento aponta, por exemplo, que a Secretaria de Saúde atendeu 118 idosos vítimas de violência física. No entanto, a pasta também indicou um alto índice de tentativas de suicídio entre a faixa etária, com 67 chamados de socorro relacionados.

Os principais tipos de violência encontrados são voltados a negligência (27%), psicológica (25%), financeira (18%) e física (16%).

Informação e respeito

Cerimônia de lançamento do Mapa da Violência foi no TJDFT George Gianni / VGDF

Durante a cerimônia de lançamento dos dados, o Presidente do TJDFT, Desembargador Cruz Macedo, destacou a importância da união dos órgãos para contribuir com a proteção da pessoa idosa “que é um dever Constitucional e legal”. “Ter o diagnóstico é fundamental. As políticas públicas só acontecem com o diagnóstico”, afirmou.

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A Vice-Governadora do DF, Celina Leão, assegurou que “os dados não mentem” e que “eles trazem rumos para programar as políticas”. “Devemos combater a violência contra o idoso com informação e respeito”, ressaltou.

Na avaliação da juíza Monize Marques, que apresentou os dados, é necessário buscar “ferramentes para dignificar o envelhecimento no DF. Juntar forças e esforços para proporcionar qualidade até o fim da vida”.

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