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Depois de revisão de risco do país, Haddad diz que Banco Central precisa se somar a 'esforço'

O ministro da Fazenda agradeceu os esforços do Judiciário e do Legislativo em colaborar com a agenda econômica do governo

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que os Três Poderes do Brasil estão alinhados em torno das pautas fiscais e monetárias do país. Para ele, porém, o Banco Central não tem participado dessa comunhão. A declaração de Haddad, no fim da tarde desta quarta-feira (14), foi dada depois de a S&P Global Ratings, agência de classificação de risco, ter revisado a perspectiva de longo prazo na escala global para o Brasil, de estável para positiva. A classificação positiva para o país não ocorria desde 2019.

"Os Três Poderes [estão] se harmonizando, está faltando o Banco Central se somar a esse esforço, mas quero crer que estamos prestes a ver isso acontecer. Na hora em que estivermos todos alinhados, a coisa vai começar a prosperar", declarou o ministro.

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"Acredito na harmonia entre as políticas fiscal e monetária. Tudo concorre para que a harmonização aconteça mais rapidamente do que o previsto. Seis meses atrás, ninguém esperava que fôssemos estar na situação em que estamos hoje. Temos a oportunidade de ouro de fazer a diferença", completou Haddad.

A menção à nova regra fiscal foi feita [pela publicação da agência]. Há menção às perspectivas de aprovação da reforma tributária%2C às medidas de remuneração e de corte de gastos tributários. Tudo isso foi mencionado na nota. E é importante que uma agência externa consiga observar esses avanços do Brasil. Há muito trabalho pela frente%2C isso é só o começo%2C mas eu penso que%2C se nós mantivermos o ritmo de trabalho das duas Casas [Câmara e Senado] e do Judiciário%2C eu quero crer que vamos conseguir atingir os nossos objetivos.

(Fernando Haddad, ministro da Fazenda)

Avaliação da S&P Global Ratings

O documento da agência foi divulgado nesta quarta-feira. "Revisamos nossa perspectiva para o Brasil de estável para positiva e reafirmamos nossos ratings de crédito soberano 'BB-/B'", afirmou a agência. A avaliação de transferência e conversibilidade permanece "BB+".

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Para a S&P Global Ratings, os sinais de maior certeza sobre políticas fiscais e monetárias estáveis ​​podem beneficiar as perspectivas de baixo crescimento do PIB do Brasil, que atualmente são baixas.

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Apesar dos déficits fiscais ainda grandes, afirma a nota, o crescimento contínuo do PIB mais a estrutura emergente para a política fiscal podem resultar em um aumento menor do ônus da dívida do governo do que o inicialmente esperado.

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"Nossa visão positiva baseia-se na perspectiva de que medidas contínuas para enfrentar a rigidez econômica e fiscal podem reforçar nossa visão da resiliência da estrutura institucional do Brasil e reduzir os riscos a sua flexibilidade monetária e posição externa líquida", conclui o texto.

Resultados do país

A economia brasileira avançou 1,9% no primeiro trimestre de 2023 na comparação com os últimos três meses do ano passado, de acordo com dados revelados no dia 1º de junho pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta trimestral é a maior desde a apurada entre outubro e dezembro de 2020 (+3,4%). Na análise somente do primeiro trimestre, trata-se do melhor desempenho da economia no período desde 2010 (+2,2%).

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