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Destaques da semana: trabalhos na CPMI do 8 de Janeiro, alteração nos ministérios e marco temporal

Também haverá a cúpula dos presidentes da América do Sul, que ocorrerá em Brasília, na terça; apenas o Peru não vai participar

Brasília|Do R7, em Brasília

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Congresso Nacional, em Brasília
Congresso Nacional, em Brasília BBC BRASIL

O plano de trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o 8 de Janeiro será apresentado na próxima reunião do grupo, que pode ocorrer ao longo desta semana. A informação sobre os próximos passos do colegiado foi confirmada pela relatora, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), na última quinta-feira (25), dia em que a comissão foi instalada.

A presidência da CPMI ficou com o deputado Arthur Maia (União-BA), que terá como primeiro- vice-presidente o senador Cid Gomes (PDT-CE) e como segundo-vice-presidente o senador Magno Malta (PL-ES). A programação é para que a comissão ocorra semanalmente, sempre às quintas-feiras, às 9h, e que termine em até seis meses.

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Apesar da instalação da CPMI, realizada por meio de acordo entre a maioria dos membros, a oposição diz que vai questionar na Justiça a escolha de Eliziane Gama como relatora. Segundo o senador Marcos do Val (Podemos-ES), o resultado do relatório seria prejudicado, pois a senadora seria uma aliada do ministro da Justiça, Flávio Dino.

Eliziane Gama (PSD-MA) em comissão no Senado
Eliziane Gama (PSD-MA) em comissão no Senado Pedro França/Agência Senado - 25.05.2023

"Vou pedir o afastamento ou a troca da relatora pela questão da parcialidade. Quando o ministro Flávio Dino esteve no Senado, quem sentou ao lado dele foi a Eliziane Gama", afirmou Marcos do Val. Desde o início do movimento pela criação da CPMI, o senador pleiteia a vaga de relator dos atos extremistas nas sedes dos Três Poderes.

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Eliziane afirmou que não vai ser intimidada. "Ser aliada de Flávio Dino ou adversária de quem quer que seja não inviabiliza minha atuação aqui", afirmou, destacando a importância da representação feminina na comissão.

Votação do marco temporal

Após a bancada ruralista no Congresso Nacional conseguir, em menos de 24 horas, reunir cerca de 300 assinaturas para pedir a tramitação em regime de urgência do projeto de lei que trata do marco temporal, o PL deve ser analisado no plenário nesta semana, sem passar por comissões.

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Indígenas durante protesto em frente ao Congresso
Indígenas durante protesto em frente ao Congresso

O texto defende a tese de que os povos indígenas só possam reivindicar as terras já ocupadas por eles antes de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Ao argumentar contra o PL, a bancada ambientalista ressalta que a história dos povos indígenas é anterior a 1988. Além disso, diz que a demarcação dos territórios tradicionais garante a preservação das florestas.

A intenção da bancada ruralista é aprovar o marco temporal antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em 7 de junho.

Mudança na estrutura dos ministérios

Aprovada na última quarta (24), a medida provisória (MP 1.154) que reestrutura a Esplanada dos Ministérios deve passar por votações nos plenários da Câmara e do Senado até quinta (1°), para não perder a validade. Na prática, o texto, de relatoria do deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), esvazia as competências dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e dos Povos Indígenas.

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente

Pelo texto do relator, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) sairia do Meio Ambiente e passaria para o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, de Esther Dweck. O CAR é um instrumento que garante segurança jurídica aos proprietários de imóveis rurais. Pela lei, o cadastro é precondição para o ingresso de regularização ambiental e, no futuro, para acesso a crédito.

Além disso, o relatório tira da pasta a supervisão da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e transfere o órgão ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, comandado por Waldez Góes. Insatisfeito, o governo federal avalia a possibilidade de reverter a MP nos plenários da Câmara e do Senado.

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Presidentes da América do Sul em Brasília

Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília

Brasília vai sediar a cúpula dos presidentes da América do Sul na terça (30). Até o momento, todos os chefes de Estado sinalizaram intenção de participar presencialmente da reunião, com exceção do Peru, segundo fontes ligadas ao Itamaraty. A presidente do Peru, Dina Boluarte, enviará ao evento o chefe do Conselho de Ministros como representante.

A previsão é que os líderes tenham duas sessões de trabalho, uma pela manhã e a outra à tarde. O governo brasileiro também se prepara para reuniões bilaterais do petista com demais presidentes.

O encontro, de acordo com o Palácio do Planalto, pretende promover um diálogo franco entre todos, com o objetivo de identificar denominadores comuns, discutir perspectivas para a região e reativar a agenda de cooperação sul-americana em áreas-chave, como saúde, mudança do clima, defesa, energia, entre outros pontos.

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