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Em 15 meses de gestão Lula, Brasil exportou mais do que o dobro do que Bolsonaro no mesmo período

País enviou produtos para 100 novos mercados, a exemplo de pele e couro de animais, gergelim, uvas, farelo de soja e embrião bovino

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Farelo de soja está dentre os produtos exportados
Farelo de soja está dentre os produtos exportados Farelo de soja está dentre os produtos exportados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Desde o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, o Ministério de Agricultura e Pecuária exportou produtos do agro brasileiro para 100 novos mercados, em um ano e três meses. O número é mais do que o dobro do que foi registrado no mesmo período durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL): 48.

Não há uma estimativa formalmente estabelecida de ganhos com a abertura dos novos mercados. Dos 100 novos mercados na gestão do petista:

• 36 são na Ásia,

• 35 são nas Américas,

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• 17 são na África,

• 7 são na Oceania; e

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• 5 são na Europa.

Dentre os produtos, destacam-se algodão, carnes bovinas e suínas, suco de açaí, frango, mamão, arroz, pescados, ovos e café verde.

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Em 2023, as exportações brasileiras do agronegócio superaram os recordes dos anos anteriores, atingindo US$ 166,49 bilhões, ou seja, 4,8% superior ao registrado em 2022, representando um aumento de US$ 7,62 bilhões. De acordo com o ministério, chefiado por Carlos Fávaro, o agro foi responsável por 49% do total das vendas internacionais no ano passado.

Confira o número de mercados abertos: 34 em 2019, 73 em 2020, 76 em 2021, 52 em 2022, 78 em 2023 e 22 em 2024. Entre os novos países, estão Taiwan, Indonésia, China, Zâmbia, Equador, Japão, Peru, África do Sul, Argentina, Chile, Butão, Colômbia, México, República Dominicana, Rússia, Singapura, Panamá, Vanuatu, Vietnã, Grã-Bretanha, Omã, Paquistão, entre outros.

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Em relação aos produtos exportados, estão: couro e pele de animais, peixes vivos, leite e produtos lácteos, sêmen e embrião bovino, gergelim, plantas de eucalipto, termoprocessados de aves, ovos férteis, uvas, maças, plasma e hemoglobina bovina em pó, fibroblasto bovino para finalidade de clonagem, farelo de soja, lã suja de ovinos, mudas de cana-de-açúcar in vitro, estômago suíno, entre outros.

As novas aberturas, para o ministro da Agricultura, são fruto da relevância e retomada do Brasil no mercado internacional e reforçam o reconhecimento dos players mundiais no sistema de controle sanitário do país, além do reflexo positivo na economia brasileira.

"É a chance do produtor acessar oportunidades até então inéditas. Isso gera demanda, o produtor precisa aumentar seu negócio, e o resultado é mais emprego e renda em todo o país", afirmou Fávaro.

Mercosul

Em 2023, o Brasil registrou um crescimento de 21% nas exportações em real para o Mercosul, alcançando US$ 1,7 bilhões na participação, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços. Apesar do crescimento para países do bloco, no ranking com as demais moedas, o Brasil apresentou uma queda de 9,3% no total comercializado em real.

Mesmo com a queda em real, as exportações brasileiras cresceram 17,4% no primeiro bimestre de 2024, alcançando US$ 50,51 bilhões. De acordo com o ministério, a indústria extrativa, relacionada a recursos naturais e insumos, agropecuária e produtos da indústria da transformação foram as que tiveram o melhor desempenho.

Ainda de acordo com o relatório divulgado pela pasta, a União Europeia foi o segundo bloco com o maior destino das exportações em real, com participação de 15,6% do total. Ao mesmo tempo, a União Europeia é o maior destino das exportações em euro, com participação de 61,5%.

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