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Em pronunciamento, Marina Silva anuncia plano para enfrentar emergências climáticas

Em fala oficial, ministra afirmou que eventos climáticos extremos exigem ‘não só consciência, mas ação imediata’ e pediu ‘engajamento e solidariedade’

Brasília|Jéssica Gotlib, do R7, em Brasília

Ministra Marina Silva afirmou que desmatamento tem efeito direto em desastres do clima (Filipe Araujo/ MinC - 21.05.2024)

Em pronunciamento oficinal nesta terça-feira (4), a ministra Marina Silva anunciou a criação de um plano nacional para enfrentamento da emergência climática. A fala foi ao ar para todos os brasileiros pela na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado a cada 5 de junho. O documento, que ainda será publicado, deve ser focado nos municípios e áreas de maior risco. “O plano vai estruturar a capacidade do governo para lidar com o pré-desastre, fortalecendo ações de análise de risco, prevenção e preparação”, complementou.

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Silva afirmou que as atuais enchentes no Rio Grande do Sul são um exemplo dos chamados ‘eventos climáticos extremos’ e que elas ilustram a necessidade de proteger biomas para proteger pessoas. “A tragédia climática do Rio Grande do Sul trouxe sofrimento para milhares de famílias, sobretudo as mais pobres, as que vivem em condições precárias de moradia e são sempre as principais vítimas das catástrofes climáticas”, afirmou.

A ministra do Meio Ambiente colocou também que são necessárias ações imediatas para romper o ciclo de devastação e desastre. E lembrou que é necessário “um compromisso de soluções” para evitar que tragédias se repitam.

Ela falou também sobre o aumento da temperatura global e da expectativa de “dias difíceis” perante a intensificação de eventos como deslizamentos, inundações, secas e processos de desertificação. De acordo com Marina Silva, a meta do governo é “desmatamento zero” em todos os biomas do país.

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A ministra alega que o desmatamento na Amazônia caiu 50%, e afirmou que também foram registradas reduções nos Pampas e na Mata Atlântica, sem citar números. Cerrado, Pantanal e Caatinga foram citados como áreas em que o governo trabalha, mas sem a indicação de resultados positivos. “Os próximos anos serão dedicados a ações de proteção e recuperação de biodiversidade, com a criação de novas unidades de conservação”, declarou.

Silva lembrou também que o Brasil sedia, em 2025, a COP30 (30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas). O evento será realizado em Belém (PA) no mês de novembro, com um público esperado de 40 mil pessoas na cidade.

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