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Empresas de aplicativo exploram trabalhador como nunca, diz Lula

Presidente reclama da falta de direitos a quem trabalha pelas plataformas e cobra mudanças para dar mais dignidade à classe

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursa em cerimônia no Palácio do Planalto
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discursa em cerimônia no Palácio do Planalto

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou nesta quarta-feira (1º) as empresas de trabalho por aplicativo e afirmou que as plataformas exploram o trabalhador de uma maneira que nunca aconteceu antes no país.

"As empresas de aplicativo exploram o trabalhador como jamais em outro momento da história os trabalhadores foram explorados", frisou o presidente durante evento no Palácio do Planalto com a Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas.

O chefe do Executivo destacou, ainda, que é difícil a criação de sindicatos para representar os trabalhadores por aplicativo devido à falta de um regime de trabalho para a classe. "Aqui no Brasil temos uma imensa maioria de trabalhadores que são trabalhadores intermitentes, temporários, que não conhecem o seu empregador, que sequer tem onde reclamar quando alguma desgraça acontece na vida do trabalhador", opinou.

A gestão de Lula defende a regulamentação das empresas de aplicativo e deve propor uma norma nesse sentido ainda este ano. No discurso desta quarta, o presidente comentou que "vamos ter que brigar outra vez, possivelmente com muito mais dificuldade, para que a gente possa devolver aos trabalhadores o direito de viver com o mínimo de dignidade".

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"Cabe aos dirigentes sindicais encontrar uma saída que permita que a classe trabalhadora do mundo inteiro possa reconquistar seus espaços, não apenas na relação com seus empregadores, mas nas conquistas da seguridade social que os trabalhadores estão perdendo em muitos lugares do mundo", pontuou Lula.

Ministro apoia regulamentação

Em fevereiro, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, chegou a dizer que o governo federal poderia chamar os Correios para substituir a Uber se a empresa de transporte por aplicativo deixasse de operar no Brasil no caso de regulamentação do serviço para que os motoristas da plataforma passassem a ter direitos trabalhistas.

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Contudo, ele voltou atrás e explicou que fez essa declaração devido à possibilidade de a regulamentação da Uber ser vista como um ponto negativo pela empresa. Apesar de se retratar, o ministro reforçou a defesa de que é necessário regulamentar o serviço no país. Segundo Marinho, "é preciso ter uma ganância menor das plataformas e das empresas para remunerar melhor o trabalhador".

O ministro também falou no evento desta quarta e destacou que o governo vai enviar ao Congresso Nacional propostas para "enfrentar o desmonte da legislação trabalhista, da exclusão do trabalho, da informalidade e também a estruturação dos sindicatos".

"O presidente Lula foi enfático. Nós precisamos de sindicatos cada vez mais fortes. Nós precisamos valorizar a negociação e o contrato coletivo. É assim que nós faremos mais empregos e empregos de qualidade. Não é o subemprego, a subcontratação ou o emprego precário", salientou Marinho.

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