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Funasa deve ser recriada por decreto presidencial com comissão gestora provisória

Parlamentares pedem que fundação seja mantida no Ministério da Saúde; texto será apresentado pelo Executivo nesta quinta (13)

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília


Ministro e parlamentares participaram da reunião
Ministro e parlamentares participaram da reunião

Mesmo com proposta do Congresso, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) será recriada via decreto presidencial, informou o senador doutor Hiran (PP-RR) ao R7. O texto foi apresentado nesta quinta-feira (13) pelo governo a parlamentares que participaram do acordo com o Executivo. Com isso, o projeto de lei do Congresso (PDL) sobre o tema deve ser deixado de lado.

O PDL chegou a ter a urgência aprovada pelo Senado na noite desta quarta-feira (12), possibilitando outro caminho para garantir a reestruturação da Funasa. "Mas o próprio governo já se comprometeu. Tem um acordo para isso", disse Hiran.

Além de Hiran, a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB) e o deputado Danilo Forte (União-CE) articularam o acordo. Eles reivindicaram a manutenção da Funasa no Ministério da Saúde. O governo avaliava levar o órgão, que trata de obras e projetos de saneamento básico, para o Ministério das Cidades

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"Vários ministérios podem fazer obras de saneamento, mas pedimos que essas fiquem vinculadas ao Ministério da Saúde", afirmou Hiran. Um dos motivos é a possibilidade de os parlamentares destinarem emendas individuais à Funasa a partir da metade do montante que precisa ser destinado à Saúde. Assim, é possível que o restante dos recursos seja alocado em outras áreas. 

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Acordos

Conforme acertado com os articuladores políticos, o decreto apresentado prevê a criação de uma comissão de gestão provisória da Funasa. "O objetivo é reorganizar a estrutura e torná-la mais enxuta, ágil e eficiente", explicou Hiran. O senador também garantiu que a estrutura da comissão "não terá viés político" e será formada apenas por técnicos da fundação e servidores de carreira do órgão e da Advocacia-Geral da União.

A indicação do presidente interino vai ficar a cargo do Executivo, mas o acordo prevê a escolha de um nome técnico. É a comissão que vai consolidar o novo organograma da fundação. O colegiado funcionará até 14 de agosto.

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"A Funasa renasceu oficialmente. Teremos uma comissão técnica para fazer os ajustes necessários e apresentar o novo organograma da instituição, que será mais ágil, mais eficiente e mais enxuto, para fazermos com que as obras de saneamento possam ser realizadas com rapidez", afirmou Danilo Forte, após reunião no Palácio do Planalto.

A ideia é que, após a publicação do decreto, seja possível contratar empresas de assessoramento de projetos para reerguer a fundação. 

O decreto também prevê honrar pagamentos relacionados ao período em que a instituição ficou extinta. Convênios poderão ser prorrogados até o fim do ano, para evitar que os municípios fiquem inadimplentes. Isso porque aproximadamente 900 municípios pequenos correm o risco de perder mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos, caso os contratos não sejam resguardados.

A Funasa foi recriada por decisão do Congresso. O órgão tinha sido extinto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, por meio de uma medida provisória, mas os parlamentares decidiram aprovar um destaque a outra MP, a que reorganizou a Esplanada, restabelecendo a fundação.

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