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Governador do RJ nega ao STF que operação na Maré tenha sido feita por vingança

Na semana passada, o ministro Edson Fachin determinou que o governador prestasse informações sobre as operações policiais

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Cláudio Castro diz ao STF que operação cumpriu requisitos Rafael Campos/Governo do Rio de Janeiro - 04.03.2024

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a operação no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na semana passada, resultou na apreensão de um verdadeiro arsenal de guerra e negou que ela tenha sido feita por vingança. O governador disse, ainda, que a operação cumpriu os requisitos impostos pela corte para ações policiais nas comunidades.

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“A operação realizada pela SEPM [Secretaria de Estado de Polícia Militar] no dia 11 de junho de 2024, que resultou na apreensão de um verdadeiro arsenal de guerra e na prisão de diversos indivíduos, muitos deles de fora do estado do Rio de Janeiro, observou as diretrizes definidas pela ADPF nº 635, é imprescindível refutar as leviandades aduzidas pelos requerentes a respeito do suposto planejamento e/ou realização de denominadas ‘operações de vingança’ em razão da trágica morte de dois policiais na aludida operação”, disse.

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“Em momento algum foi idealizada ou deflagrada qualquer ‘operação de vingança’, diferentemente do que, de maneira imprudente e sem ter apresentado quaisquer indícios”, completou Castro.

Na semana passada, o ministro do STF Edson Fachin determinou que o governador prestasse informações sobre as operações policiais no Complexo da Maré. A decisão ocorreu após um pedido do PSB e da Defensoria Pública do Rio de Janeiro para que o Supremo determinasse medidas aos policiais durante as operações, como uso de câmeras corporais.

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Segundo o governador, no decorrer da operação foi necessário acionamento emergencial da aeronave para atendimento em regime de prioridade e apoio à equipe de policiais que estavam sendo alvo de disparos de arma de fogo por criminosos de diversos pontos da comunidade.

“Considerando que o emprego de aeronave é uma medida de redução da letalidade, que viabiliza o melhor controle de risco orgânico e operacional, com vistas ao imageamento para suporte informacional e eventual apoio logístico e tático-operacional às equipes em solo, foi solicitado em caráter emergencial, o emprego de apoio aéreo pelos meios estatais disponíveis”, disse Castro.

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