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Governo avalia que habitação é um dos elementos que vão puxar economia neste ano

Em reunião ministerial, Lula pediu que ministros evitem anunciar novos projetos para focar em concluir ações já apresentadas

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

Encontro reuniu 37 titulares das pastas federais
Encontro reuniu 37 titulares das pastas federais Encontro reuniu 37 titulares das pastas federais (Ricardo Stuckert/Presidência da República - 18.03.2024)

O governo federal avalia que a habitação é um dos fatores que vão alavancar a economia em 2024, como explicitaram nesta segunda-feira (18) os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) após a primeira reunião ministerial ampla com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O encontro, que durou pouco mais de cinco horas, reuniu 37 titulares das pastas federais — apenas Mauro Vieira, das Relações Exteriores, não participou, por estar em agenda internacional. 

"Entendemos que um dos elementos que puxou e vai puxar a economia é a questão da habitação. Houve crescimento muito forte da procura por habitação", destacou Rui Costa, para quem a "confiança das famílias" para assumir grandes dívidas "voltou". Essa é a terceira reunião ministerial do ano — outras duas, com participação menor, ocorreram em janeiro e fevereiro, para tratar da crise indígena e das prioridades do governo no Congresso. 

A avaliação considerou a fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a reunião. Pimenta, Rui Costa e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, apresentaram balanços durante o encontro desta segunda. Segundo os ministros, a reunião com Lula foi de "balanço" das principais ações de 2023 — ano tido como de "plantio" para o governo. Para o Executivo, 2024 será o momento da "colheita".

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O presidente pediu que os ministros evitem lançamentos de programas e ações. Lula quer que os órgãos concentrem-se em concluir anúncios anteriores, que formamum "portfólio bastante robusto", segundo o petista.

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"Ele pediu que a gente procure agregar em indicadores compreendidos pela população os resultados do governo, da economia e das coisas que estamos fazendo, evitar a pulverização e o efeito aerossol, que não comunica de forma concentrada, mas dispersa", explicou Costa.

Popularidade

Sobre o aumento da desaprovação ao governo, um dos temas que levaram Lula a convocar a reunião, Costa e Pimenta afirmaram que são momentos "naturais". "O presidente tem muito claro os momentos do governo. As famílias começam a sentir mudança na qualidade de vida com os resultados das políticas públicas, a partir deste ano. Não dá para imaginar que as pessoas vão perceber melhora real na qualidade de vida até que a política pública chegue lá, e o presidente Lula tem muita clareza disso", justificou Pimenta.

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Como exemplo, os ministros citaram o novo Minha Casa, Minha Vida. "A percepção vai se dar a partir do momento que as empresas começarem a contratar no comércio e trabalhadores da construção civil. Aí, vai tendo ainda mais geração de emprego. Portanto, essa percepção vai acontecer ao longo do ano. Essas oscilações de avaliação de governo são naturais. Quem já foi governo sabe disso. Não há nenhum sobressalto nem nenhuma preocupação adicional, apenas de que todos tenham no horizonte que é preciso afunilar e organizar as entregas a partir de agora", destacou Costa. 

Em relação ao público evangélico, grupo em que a desaprovação a Lula chegou a 62%, os ministros afirmaram que os anúncios do governo, em áreas como educação e saúde, mostram a preocupação do presidente com as famílias e demonstram aproximação com todas as religiões.

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Reunião

Como mostrou o R7, Lula cobrou resultados e pediu maior divulgação das ações positivas dos ministérios. O preço dos alimentos tem afetado a popularidade do presidente, e o objetivo da reunião foi entender o que pode ser feito para melhorar a imagem do governo. As últimas pesquisas de opinião mostraram que a desaprovação ao trabalho de Lula tem crescido.

No mês passado, itens que tiveram alta no preço, como cenoura (43,85%), batata-inglesa (29,45%), feijão-carioca (9,70%), arroz (6,39%) e frutas (5,07%), influenciaram a manutenção da inflação em patamares elevados. Os resultados levaram o Executivo a traçar planos de ação. Na última semana, o presidente fez duas reuniões para discutir o preço dos alimentos — em 11 e 14 de março.

Os alimentos devem continuar em pauta nesta semana, quando Lula planeja se reunir com representantes do agronegócio e fruticultores. O governo espera que o preço do arroz comece a cair a partir de abril e estuda mudanças no Plano Safra. Entre as ideias avaliadas, estão contratos de opções e estoque de determinados alimentos, como de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca.

Na última reunião ministerial do ano passado, Lula demonstrou expectativa de que os ministros aumentassem as agendas pelo Brasil em 2024, especialmente em regiões do interior do país. Ele quer que este ano seja marcado pelas entregas dos compromissos feitos em 2023, sendo um dos puxadores o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que conta com obras em todas as áreas.

A reunião ministerial ocorreu sob o contexto de rejeição ao governo do presidente, que chegou ao maior patamar da série histórica e alcançou 46%, segundo a pesquisa da Quaest/Genial divulgada no início deste mês. No último levantamento feito pelas consultorias, em dezembro do ano passado, 43% da população reprovavam o trabalho de Lula. A aprovação agora foi de 51%, menor percentual desde o início da gestão.

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